Governo anuncia medidas contra assédio eleitoral no trabalho
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou novas medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho após denúncias de ameaças de demissão e pressões políticas nas eleições de 2026. As ações incluem a criação de um canal de denúncias, orientações pela Carteira de Trabalho Digital, medidas contra conteúdos discriminatórios nas redes sociais e uma lista de empregadores envolvidos em irregularidades. O governo também prevê medidas relacionadas à suspensão de créditos, conforme as regras legais aplicáveis.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou um conjunto de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, na última quarta-feira, 28. O intuito das ações é proteger a liberdade de escolha política dos trabalhadores e responsabilizar empregadores envolvidos em práticas discriminatórias.
Segundo o ministro da pasta, Luiz Marinho, a prática do assédio eleitoral será enfrentada de forma rigorosa. “O assédio é inaceitável e estamos anunciando diversas medidas para combater esse tipo de prática no país”, afirmou.
Denúncias de assédio eleitoral vieram à tona após o segundo turno das eleições gerais, no último domingo, 25, quando trabalhadores relataram ameaças de demissão e pressões relacionadas às suas escolhas políticas.
Marinho destacou o direito individual à opção política. “Isso [assédio] é um inconformismo de alguns empresários que não aceitam o resultado natural das urnas”, disse.
Em seu site, o MTE desenvolveu um canal para receber denúncias de trabalhadores que sofreram ou presenciaram situações de discriminação no ambiente de trabalho relacionadas ao voto ou ao posicionamento político. A Carteira de Trabalho Digital também será utilizada para orientar trabalhadores sobre seus direitos e os procedimentos para denunciar.
Entre as medidas estão ações para retirar da internet sites, publicações e conteúdos em redes sociais que promovam perseguição ou discriminação por motivação política, iniciativa que inclui notificações às plataformas digitais com base em orientação técnica da Advocacia-Geral da União (AGU).
Também foi anunciada a criação de uma lista de empregadores envolvidos em casos de discriminação e assédio eleitoral, além de medidas relacionadas à suspensão de créditos, conforme os instrumentos legais aplicáveis.
Além do MTE, participaram da concepção das medidas o Ministério Público do Trabalho (MPT), a AGU, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo a divulgação, a atuação conjunta dessas instituições visa ampliar a prevenção, a apuração e o enfrentamento de condutas que violem os direitos dos trabalhadores em razão de suas escolhas políticas.
Perguntas frequentes
O que é assédio eleitoral no ambiente de trabalho? +
O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores ou outras pessoas utilizam ameaças, constrangimentos, pressões ou práticas discriminatórias para influenciar a escolha política dos trabalhadores. A conduta pode incluir ameaças de demissão ou outras formas de intimidação relacionadas ao voto ou ao posicionamento político do empregado.
Quais medidas o governo anunciou contra o assédio eleitoral? +
O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou a criação de um canal de denúncias, o envio de orientações pela Carteira de Trabalho Digital, ações contra conteúdos que promovam discriminação política na internet e a elaboração de uma lista de empregadores envolvidos em casos de assédio eleitoral. Também estão previstas medidas relacionadas à suspensão de créditos, conforme os instrumentos legais aplicáveis.
Como denunciar assédio eleitoral no trabalho? +
Trabalhadores que sofreram ou presenciaram situações de assédio eleitoral podem utilizar o canal de denúncias disponibilizado no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Carteira de Trabalho Digital também será utilizada para divulgar orientações sobre os direitos dos trabalhadores e os procedimentos de denúncia.
O empregador pode ameaçar demitir um funcionário por causa do voto? +
Não. Ameaças de demissão motivadas pela escolha eleitoral do trabalhador podem caracterizar assédio eleitoral e discriminação no ambiente de trabalho. A liberdade de escolha política é um direito individual, e práticas de intimidação podem resultar em responsabilização conforme a legislação aplicável.
Quais punições estão previstas para empresas envolvidas em assédio eleitoral? +
Entre as medidas anunciadas pelo governo estão a criação de uma lista de empregadores envolvidos em casos de discriminação e assédio eleitoral e a possibilidade de suspensão de créditos, conforme os instrumentos legais aplicáveis. Eventuais consequências dependem da apuração das irregularidades, da responsabilidade dos envolvidos e dos procedimentos previstos na legislação.
O governo poderá retirar publicações com assédio eleitoral das redes sociais? +
O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou ações para combater conteúdos digitais que promovam perseguição ou discriminação por motivação política. A iniciativa inclui notificações às plataformas digitais, com base em orientação técnica da Advocacia-Geral da União (AGU), para buscar a retirada de conteúdos considerados irregulares, conforme os procedimentos legais aplicáveis.
Quais órgãos vão atuar no combate ao assédio eleitoral? +
As medidas envolvem o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A atuação conjunta busca fortalecer a prevenção, a apuração e o enfrentamento de práticas discriminatórias relacionadas às escolhas políticas dos trabalhadores.
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