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Friday, November 6, 2026

Casal preso na Argentina: polícia revela novas informações sobre morte de norte-americano em Maringá

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Casal preso na Argentina: polícia revela novas informações sobre morte de norte-americano em Maringá

Autor Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou nesta quinta-feira (05) que os dois suspeitos presos na Argentina pela morte do norte-americano Tamir Nadav, de 46 anos, já usavam o dinheiro da vítima havia meses. A corporação também investiga se o crime envolveu tortura e extorsão. As informações foram divulgadas pelos delegados Adailton Ribeiro Junior e Adão Wagner Loureiro Rodrigues, em entrevista coletiva na Delegacia Cidadã, em Maringá.

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Os presos são Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos. Eles foram localizados na noite de quarta-feira (4) em San Miguel de Tucumán, na Argentina, em uma operação que contou com a PCPR, a Homeland Security Investigations (HSI) e a Polícia Federal argentina.

Segundo os delegados, a vítima conhecia os dois suspeitos desde julho. A análise de movimentações financeiras identificou transferências bancárias e gastos feitos com os recursos de Tamir. “Ele já tinha alguns proventos que vinham de fora, então essa parte também foi bem complicada para a gente fazer o rastreio. Mas eles vinham utilizando esse dinheiro dele há algum tempo”, explicou um dos delegados. A polícia pediu a quebra do sigilo bancário dos investigados para aprofundar a análise.

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A investigação também apura se a vítima foi mantida sob domínio antes de morrer e se houve violência para obter senhas, cartões ou informações bancárias. A possibilidade de tortura e extorsão foi mencionada como uma das linhas a serem aprofundadas. A participação dos dois no homicídio já é apontada pelas provas, mas a individualização da conduta de cada um ainda será investigada. A oitiva dos suspeitos é considerada uma das principais diligências pendentes.

Tamir Nadav foi encontrado morto em 18 de setembro na residência onde morava, no Jardim Novo Horizonte, em Maringá. O corpo estava em avançado estado de decomposição, com pés e mãos amarrados com fitas e cordas. A identificação só foi possível por exames da arcada dentária. A perícia estimou que a morte ocorreu entre 15 e 20 dias antes da localização do corpo. A causa exata ainda não foi esclarecida; o estado de decomposição prejudicou a análise de possíveis sinais de violência.

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As investigações apontaram que Kauã e Angelina moraram temporariamente com o norte-americano e deixaram o imóvel em 3 de setembro. A polícia identificou compras de alto valor em um shopping de Maringá e outras movimentações com o cartão da vítima em datas compatíveis com o período estimado da morte.

Após a fuga do casal do Brasil, a polícia pediu a prisão preventiva e a inclusão dos nomes na Difusão Vermelha da Interpol. Equipes de Maringá e Curitiba trabalharam com a HSI em Brasília e Buenos Aires. Os investigadores identificaram que o casal passou pelo Paraguai, onde fez compras, até chegar à Argentina. A prisão foi confirmada pela Polícia Federal argentina na noite de quarta-feira (4). Os dois permanecem presos na Argentina e devem ser transferidos ao Brasil. A PCPR vai buscar na Justiça os procedimentos para trazer os investigados a Maringá, onde serão ouvidos.

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