Riad mantém aeroporto fechado e suspende aulas após ataque
A Arábia Saudita manteve neste domingo, 11, fechado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e determinou a suspensão das aulas presenciais na capital, um dia após um ataque ao terminal deixar 12 mortos e 309 feridos.
A medida ocorre em meio a ameaças de novas ofensivas dos rebeldes houthis, do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Aeroporto fechado e aulas online
As escolas de Riad terão atividades online até o fim da semana, segundo as autoridades sauditas. O fechamento do aeroporto foi prolongado até pelo menos as 21h de domingo, de acordo com o Flightradar24.
Centenas de voos foram cancelados ou sofreram atrasos, e as ameaças aumentaram a preocupação de companhias aéreas, passageiros e seguradoras com a segurança das operações no país.
Novo impacto e explosões
A coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os houthis informou que um projétil não identificado atingiu o aeroporto neste domingo e provocou um incêndio em um dos terminais.
O porta-voz, general de divisão Turki al-Malki, disse que as defesas aéreas "interceptaram e destruíram um míssil de cruzeiro" nas imediações.
Pouco antes, duas explosões foram ouvidas em Riad, segundo jornalistas da AFP e três moradores. A origem das detonações é desconhecida.
"Os pássaros enlouqueceram com o barulho. A casa inteira tremeu", contou à AFP um morador do bairro de Al Aarid, na zona norte da cidade.
Alerta dos houthis
Em comunicado, o porta-voz militar dos houthis, general de brigada Yahya Saree, reiterou o alerta às companhias aéreas para que não usem aeroportos nem o espaço aéreo sauditas. Segundo ele, as instalações são alvos potenciais e locais de operações de suas forças.
Os houthis não reivindicaram de imediato o ataque de sábado, mas reconheceram ofensivas contra aeroportos e instalações petrolíferas sauditas nos últimos dias. O grupo também relatou dois ataques aéreos contra Sanaa, capital do Iêmen, atribuídos à Arábia Saudita.
Escalada na guerra do Iêmen
O ataque de sábado foi o mais letal no reino desde maio de 2015 e o de maior número de vítimas em um país árabe do Golfo desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro.
Representa uma escalada expressiva no conflito iemenita, no qual Riad apoia o governo reconhecido pela comunidade internacional contra os houthis, grupo pró-Irã que tomou o controle de extensas faixas do território às margens do Mar Vermelho em uma ofensiva relâmpago no mês passado.
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