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Tuesday, October 13, 2026

6h. Ventura procura maioria de direita com Chega à frente

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Seis horas. As notícias com Teresa Freire.

Bom dia. Luís Montenegro aconselha Pedro Passos Coelho a esperar sentado pelo insucesso político do governo. O Primeiro-Ministro reagiu ontem à noite às críticas do antigo líder do governo, que admitiu chegar-se à frente, caso o Executivo de Montenegro falhe. Luís Montenegro marcou presença no jantar de comemoração do aniversário da vitória autárquica de Pedro Duarte no Porto. Ambos deixaram recados a Passos, sem o mencionar indiretamente, e deixaram um apelo ao Chega. Miguel Pinheiro Correia.

No Porto, a noite era de festa. Se há um ano Pedro Duarte celebrou a vitória nas autárquicas, agora, um ano depois, era outro Pedro que estava bem presente na mente do autarca e do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

E por estes dias, se alguns estão a ansiar o nosso insucesso político, como se diz aqui no Porto, é caso para dizer: "Têm que esperar sentados".

No restaurante do Complexo Montaventino, mais conhecido pelos cortes de tênis, o primeiro-ministro não mencionou diretamente Passos Coelho, mas recordou que foi o antigo líder do PSD que não quis ir a jogo nas eleições internas.

Quando no início deste ano se quis apresentar essa visão como alternativa, como uma outra opção, nós fizemos o que se impunha e desafiamos o partido a ser claro.

Se Passos Coelho lembrou a importância de jogar em dupla com o Chega, Montenegro respondeu à direita.

As decisões estão tomadas, são para levar até ao fim. E eu não tenho dúvida: este PSD não precisa, não deve e o país não ganha nada se estiver acorrentado ao partido que está à nossa direita.

Mas Montenegro também não está sozinho e na bancada do PSD não faltam aplausos.

O PSD não quer andar para trás. O PSD não tem contas a ajustar com o passado. O PSD quer olhar para o futuro. O PSD quer preocupar-se com os portugueses, não quer preocupar-se com carreiras individuais de ninguém. E é por tudo isso que o PSD está de forma tão intensa e tão convicta com Luís Montenegro.

Neste jogo de parada e resposta, depois do ataque de Luís Montenegro, apoiado por Pedro Duarte, a bola volta a estar novamente do lado de Pedro Passos Coelho.

Miguel Pinheiro Correia a acompanhar o jantar do PSD no Porto, que comemorou a vitória autárquica de Pedro Duarte. Já o Chega está disponível para um acordo para um governo com o PSD de Passos Coelho, com André Ventura como primeiro-ministro, se ficar à frente. Em entrevista à RTP Notícias, o líder do Chega considera que o tempo de se entender com Luís Montenegro já ficou no passado.

Não e nunca seria possível com esta liderança atual do PSD. Nunca seria possível. Eu vou lhe dar um exemplo: eu nunca estaria num governo onde Luís Neves estivesse no governo também. Isso estaria fora de questão. Acho que nenhum dirigente do Chega, nenhum membro do Chega aceitaria estar num governo onde há suspeitas de irregularidades, de ilegalidades, onde há coisas mal explicadas. Portanto, acho que esse tempo passou, francamente. Agora o Chega está à frente do PSD nas sondagens. Então agora que o PSD vem dizer: "Afinal, agora faz sentido termos um acordo." Portanto, agora eu acho que é o momento de começarmos a construir outra maioria, uma maioria de reformas que o país precisa, mas não necessariamente uma maioria que o PSD lidere, uma maioria que o Chega possa liderar.

André Ventura, que agora centra-se nos resultados das recentes sondagens para apostar num cenário em que o Chega vence e lidera a maioria, considera que desde as eleições presidenciais que o partido já não é visto apenas como um partido de protesto.

As pessoas não querem ninguém a protestar no governo, querem alguém que governe. Senão a confiança para mim em primeiro-ministro não estava em primeiro lugar, estava em segundo, em terceiro, em quarto ou em quinto. Portanto, acho que houve efetivamente uma mudança, sobretudo desde as eleições presidenciais deste ano, que tem vindo a consolidar essa ideia de que as pessoas estão fartas de PS e PSD e querem uma mudança.

André Ventura, ontem à noite, na grande entrevista da RTP. Seguimos com a polêmica da demissão do secretário-geral do Ministério da Administração Interna. Depois das acusações e protestos de Ricardo Carrilho, o ministério revelou as razões pelas quais o afastou. Num comunicado enviado às redações ontem à noite, explicam que o ministério teve necessidade de encontrar um perfil adequado e comprometido com os objetivos políticos e estratégicos do Ministério da Administração Interna. Falam num vasto conjunto de episódios que tornaram a relação com Ricardo Carrilho insustentável. Escrevem que Ricardo Carrilho terá assumido uma permanente atitude de confronto, procurando por todos os meios prejudicar o funcionamento do SIRESP. Em plena época de incêndios, extinguiu o Centro de Operações e Gestão do SIRESP, o centro crucial da rede de comunicações de emergência, sem o conhecimento da tutela e sem apresentar qualquer solução alternativa. O ministério afirma ainda que as declarações que o antigo secretário-geral fez ao longo desta segunda-feira comprovam que não tinha condições para os desafios que a profissão exige. O ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna acusa Luís Neves de total ausência de respostas e de bloqueio institucional e garante ter sido pressionado a cometer ilegalidades. Em entrevista à CNN Portugal, ontem à noite, Ricardo Carrilho manifestou surpresa pelo comunicado do Ministério da Administração Interna e diz que as razões invocadas para justificar o afastamento do cargo de secretário-geral não são verdade.

Manifestar a minha total surpresa relativamente a este comunicado que terá sido emitido pelo Ministério da Administração Interna. Esta surpresa fica associada ao fato de, nas declarações que hoje o senhor ministro prestou aquando da reunião comigo, ter tido apenas palavras elogiosas relativamente ao trabalho que eu desenvolvi enquanto secretário-geral e aos resultados que foram alcançados ao longo do último ano. É absolutamente falso que tenha havido qualquer tipo de manobra da parte da Secretaria-Geral no sentido de proceder a mecanismos dilatórios quanto aos pagamentos à SIRESP, S.A. É absolutamente falso que tenha havido qualquer esforço no sentido de alterar o tal centro de operação e gestão do SIRESP neste verão. É mentira. O centro de operação e gestão já estava na SIRESP, S.A. desde 2022, portanto, é no mínimo curioso que o senhor ministro venha agora alegar isto.

Ricardo Carrilho diz ainda que tem havido uma atitude de desresponsabilização por parte do ministério e de Luís Neves, e sublinha que a falta de respostas tem impacto na atuação das forças de segurança. Marcelo Rebelo de Sousa considera que o mundo atravessa uma onda de intolerância e radicalização, e vida que essa tendência cresceu graças à debilidade das instituições. O antigo presidente da República marcou presença numa conferência sobre as relações entre Portugal e Moçambique, mas Vasco Maldonado Correia, o ex-chefe de Estado, quis pintar um retrato global e avisa que quem quiser negar os tempos que vive, vai acabar por pagar a fatura.

O tema da conferência cingia-se à relação entre Portugal e Moçambique, mas o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa ultrapassa fronteiras. O antigo presidente da República olha pra atualidade internacional e vê um mundo com cada vez mais trincheiras.

A radicalização emocional que domina estes tempos faz com que a grande opção hoje que atravessa a humanidade é ser-se ou não o dono único da verdade e, portanto, intolerante quanto a outros terem uma partilha da verdade.

Marcelo mostra preocupação com esta nova tendência.

Estamos a viver um tempo de intolerância. Eu sou o dono da verdade e tudo o resto tem que se moldar àquilo que for definido pela minha vontade, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo. Ora, isto está a conquistar muitas almas. Quando se diz muitas almas, conquista muitas opiniões públicas, conquista muitas sociedades e conquista muitas adesões.

Este, avisa, é o clima reinante e só vai ser possível voltar atrás quando se deixar de negar a realidade.

Pois ou as pessoas aceitam que isto é assim e percebem, ou não percebem e demoram muito tempo a perceber. Quando perceberem, já foi muito tarde.

O antigo chefe de Estado considera que o clima político internacional tem origem na fraqueza das instituições.

Mesmo aquilo que eu descrevi da forma mais metafórica possível, relativamente a um novo estilo de liderança e a um novo estilo de visão do mundo dos últimos anos, emergiu, foi possível devido à debilidade do que existia.

E concretiza:

A economia como a sociedade, como a política, tem horror ao vazio. E se há vazio, alguém preenche o vazio.

Preocupação manifestada por Marcelo Rebelo de Sousa, que aponta a recuperação do multilateralismo como condição necessária para o caminho da paz, um pouco por todo o planeta.

Vasco Maldonado Correia, em reportagem ontem na Fundação Mário Soares. O Fundo Monetário Internacional revê em alta o crescimento do PIB português para 2,1% este ano e para 1,9% em 2027. De acordo com o World Economic Outlook, o FMI continua, assim, mais pessimista que o governo português. As previsões do FMI para este ano aumentaram os 0,4 pontos percentuais, enquanto para 2027 subiram 0,3. Quanto à inflação em Portugal, a instituição estima que vai acelerar para 3,2% este ano e abrandar em 2027 para 3%. Isto enquanto o governo antecipa uma taxa de inflação média de 2,9% este ano e de 2,3 no próximo ano. Hoje regressa a Liga dos Campeões. O Sporting viaja até França para defrontar o Lens. Rui Borges alerta para o processo ofensivo e para a estratégia de bolas paradas do adversário. Na antevisão à partida, o técnico dos Leões afirma que o Lens é perigoso e deixa a receita para o sucesso do jogo de hoje.

Vimos de um jogo que foi um bom exemplo disso. Tivemos que aumentar o nosso nível de competitividade e fomos melhores, e melhoramos e ganhamos por isso mesmo. E amanhã é um bocadinho à imagem do Braga também. É um jogo que vai exigir muito de nós a nível físico, muita capacidade física, como eu disse, é uma equipa muito intensa, de forma coletiva, desde os defesas aos atacantes.

Antevisão do treinador do Sporting, Rui Borges. Já do outro lado, o treinador Yannick Cahuzac avisa que o Sporting é uma equipa com grande qualidade no ataque. Elogia o poder ofensivo dos Leões e recorda que o Sporting é uma formação com muita experiência na Champions.

Em primeiro lugar, é um grande adversário que tem muita experiência neste nível. Já estiveram em 19 edições e nós em quatro. É uma equipa que marcou 25 gols nos últimos jogos. Tem uma grande confiança ofensiva. É uma equipa com grande calibre. Nós vamos respeitá-los, mas também vamos ter muita ambição, porque jogamos em casa contra uma grande equipa e com o nosso público.

Antevisão do treinador do Lens para o jogo de hoje frente ao Sporting, a contar pra Liga dos Campeões. Começa às 17h45 e conta com relato aqui na Rádio Observador. Ponto final neste "Jornal das seis da manhã", a informação está de regresso às 18h30, antes temos conferência de imprensa e vamos à bola.

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