Galp e Moeve falham acordo para junção de negócios

A Galp e a Moeve já não vão avançar para a junção dos negócios. As negociações entre a Galp e os accionistas da Moeve, os fundos Mubadala e Carlyle, não chegaram a bom porto e, assim, as negociações termina e a operação que iria juntar a rede de retalho e os negócios industriais cai por terra.
“Na sequência do anúncio de 8 de janeiro de 2026, relativo ao acordo não vinculativo celebrado entre a Galp e os acionistas da Moeve, Mubadala Investment Company e The Carlyle Group, e após um período de negociações aprofundadas entre as partes, não foi possível alcançar um acordo”, indica a Galp em comunicado, acrescentando que, “ao longo de todo o processo, as partes mantiveram-se empenhadas na avaliação dos potenciais benefícios decorrentes de uma combinação das atividades de downstream, com o objetivo de estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor. Mas não foi possível. As razões não são especificadas, dizendo apenas a Galp que, “embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”.
A Galp garante que o fim das negociações “não tem impacto nas operações atuais da Galp nem na confiança da empresa no potencial de criação de valor autónomo do seu portefólio de downstream. E também não altera a convicção da Galp quanto às oportunidades que a consolidação do setor pode representar para reforçar a competitividade, a escala e a capacidade de investimento dos negócios”.
Assume o compromisso de “transformação em curso das suas atividades comerciais e industriais, com vista a assegurar a sua competitividade e sustentabilidade a longo prazo”.
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