Schynaider Moura estrela nova coleção de Lethicia Bronstein inspirada no Marrocos

Lethicia Bronstein apresenta Exclusive Marrakech, sua nova coleção de alta-costura prêt-à-porter, fotografada com Schynaider Moura. Inspirada nas cores, símbolos e texturas do Marrocos, a linha é formada por vestidos produzidos individualmente e sem repetição: cada modelo é uma peça única.
Azulejos, amuletos, formas geométricas, tons do deserto e cores associadas às especiarias aparecem como ponto de partida para a criação. A proposta, segundo Lethicia, não foi reproduzir literalmente a estética marroquina, mas incorporar essas referências à identidade que construiu ao longo de duas décadas de trabalho.
"Quando comecei a desenhar a 'Exclusive Marrakech', percebi que não queria ilustrar um lugar. Queria partir daquilo que sempre me fascinou nesse universo e trazer para a minha própria linguagem, com o respeito de quem observa outra cultura e entende suas particularidades", explica.
Pérolas, cristais Swarovski, pedras naturais brasileiras, plumas e flores bordadas à mão aparecem ao lado de rendas Chantilly francesas, veludo, tule, shantung e tecidos com fios metalizados e paetês.
As silhuetas também exploram contrastes entre transparência e opacidade e entre peças estruturadas e mais fluidas. A corseteria aparece acompanhada por pepluns, crinóis e volumes acentuados, além de capas, decotes sem alças, frentes únicas e mangas de tule.
Os detalhes em metal foram desenvolvidos pelo designer Marco Apollonio, que criou botões e aplicações inspirados em flores, pétalas e folhas. Parte das peças nasceu da ideia de um jardim de papoulas e foi cinzelada à mão.
A cartela de cores parte de marrom, bronze, dourado e rosé gold e passa ainda por preto, azul-marinho, azul, verde e diferentes nuances de rosa.
Peças que não se repetem
Um dos conceitos centrais de Exclusive Marrakech é justamente a impossibilidade de encontrar dois vestidos exatamente iguais. Lethicia relaciona essa característica ao trabalho manual que desenvolve há cerca de 20 anos.
"Há duas décadas, o bordado é meu jeito de pensar devagar. Cada ponto é uma decisão, e talvez seja por isso que nunca aprendi a fazer duas peças exatamente iguais, mesmo quando tento. Gosto de imaginar que, ao vestir uma delas, a mulher também está vestindo todo esse tempo que ninguém vê", afirma.
A estilista decidiu se afastar do calendário tradicional da moda para desenvolver suas criações em um ritmo próprio há quatro anos. Para ela, a escolha também passa pela valorização do trabalho artesanal brasileiro.
"Não penso no meu trabalho como algo que precisa responder a uma tendência ou a uma temporada. Vejo nele uma forma de reafirmar, com calma, o valor do que é feito à mão no Brasil e de criar peças que possam atravessar o tempo, independentemente do calendário da moda", completa.
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