Alckmin cita virada de Covas contra Maluf e faz apelo à classe média


Em encontro com o grupo Judeus e Judias pela Democracia, em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou no sábado (10) que a reeleição de Lula (PT) é "perfeitamente possível".
Ele lembrou a reeleição do governador Mario Covas (PSDB), de quem era vice, em 1998.
Quando a campanha começou, eles estavam em terceiro lugar no Datafolha, com 14%, atrás do pepebista Paulo Maluf (26%) e do pedetista Francisco Rossi (28%).
Desbancaram Rossi e terminaram o primeiro turno em segundo lugar, atrás de Maluf com uma diferença de 1,54 milhão de votos.
Marta Suplicy chegou em terceiro com 75 mil votos a menos.
"Fomos para o segundo turno 10 pontos atrás, não foram 2 pontos. Dez pontos atrás. E só viramos a quatro dias da eleição. Era domingo o segundo turno, nós viramos na quarta-feira", lembrou.
Alckmin comparou com a situação atual.
"Estamos a 15 dias do segundo turno. Foram 2,2 milhões de votos a diferença, e 33 milhões a abstenção", disse.
"Temos que falar com os independentes, com a classe média, com o centro e convencer o pessoal, mostrando os prejuízos que pode haver."
Alckmin defendeu o ajuste fiscal, mas criticou a campanha de Flavio Bolsonaro (PL), que prometeu cortar R$ 250 bilhões.
"Óbvio que precisa ser feito, mas precisa ser feito em cima dos privilégios, das injustiças", defendeu.
Segundo Alckmin, 70% dos aposentados e pensionistas do Brasil ganham um salário mínimo.
"Imagina uma pessoa sem casa própria, idosa, com problema de saúde, que ganha R$ 1.621 e você vai tirar R$ 40 dela para fazer ajuste fiscal? Não é possível", combateu.
Reportagem
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