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Tuesday, October 20, 2026

O melhor e o mais excêntrico álbum da carreira de Paul McCartney, segundo o próprio

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O músico destacou dois trabalhos de estúdio que marcaram sua carreira de diferentes formas

Gabriela Nangino (@gabinangino)

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Paul McCartney começou sua carreira em Liverpool, juntando-se a John Lennon na banda precursora dos Beatles, os Quarrymen, em 1957, com apenas 15 anos de idade. No auge de sua carreira como baixista, vocalista e principal compositor dos Beatles, ele escreveu clássicos como “Hey Jude“, “Let It Be” e “Yesterday“.

Nos anos 1970, ele formou o grupo Wings ao lado de sua esposa, Linda McCartney, e os músicos Denny Laine, Denny Seiwell e Henry McCullough. Hoje, McCartney acumula mais de 40 álbuns lançados ao longo de sua carreira — sendo um dos compositores mais vendidos da história. À Farout Magazine, o músico mencionou alguns dos álbuns que mais marcaram a sua trajetória artística.

O álbum mais excêntrico da carreira de McCartney

Nos Beatles, McCartney destaca que fez um dos projetos mais excêntricos de sua carreira com o oitavo trabalho de estúdio da banda, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). A obra funciona como um álbum conceitual, onde os integrantes assumem os alter egos de uma banda fictícia de vaudeville.

Produzido por George Martin, o disco venceu quatro prêmios Grammy em 1968, incluindo o de Álbum do Ano (sendo o primeiro LP de rock a alcançar tal feito). Segundo McCartney, a ideia para o álbum surgiu do fato de ele estar ouvindo coisas mais experimentais e “fora do comum” .

Eu estava ouvindo muita música meio excêntrica… coisas malucas, tipo John Cage. A ideia era a gente fingir ser outra pessoa, por isso os uniformes… era só um jeito de nos distanciarmos de sermos apenas os Beatles e não nos cansarmos de sermos músicos. […] Isso nos permitiu fazer coisas mais malucas do que faríamos de outra forma.

Após a dissolução dos Beatles em 1970, Paul lançou carreira solo com os álbuns McCartney (1970) e Ram (1971) e, pouco tempo depois, formou o Wings.

O melhor álbum da carreira de McCartney

O disco de estreia do Wings, Wild Life, chegou ao mundo em dezembro de 1971, e foi seguido por outros seis álbuns de estúdio. O melhor álbum pelo qual McCartney acredita ser responsável em toda a sua carreira, porém, foi o terceiro da banda de rock: Band On The Run (1973).

Band On The Run marcou uma fase de descoberta de novas sonoridades para o cantor, e incluiu sucessos como “Jet” e “Picasso’s Last Words“.

“Os Beatles foram minha vida inteira, na verdade. Quando nos separamos, pensei: ‘Nunca mais vou escrever uma nota musical na minha vida’”, afirmou McCartney no documentário Man On The Run. “Começamos o Wings do zero. Era sobre tentar fazer algo diferente. As pessoas achavam que éramos completamente loucos, mas esse era o nosso jeito. Quando começamos o Wings, era sobre liberdade.”

O disco venceu o Grammy de Melhor Álbum Engenheirado (Não Clássico), enquanto a faixa-título venceu Melhor Performance Vocal Pop por um Duo ou Grupo.

Uma curiosidade é que as demos do álbum foram roubadas durante uma viagem à Nigéria em 1973. McCartney, Linda e Laine foram abordados à mão armada por ladrões enquanto caminhavam à noite, e perderam um caderno com letras manuscritas e as fitas cassete com as demos. McCartney precisou se lembrar de todas as melodias, letras e arranjos de cabeça para recompor as músicas do zero.

Eu simplesmente escrevi um monte de músicas, das quais, por sorte, me lembrei, porque as demos foram roubadas! Band on the Run sempre seria a grande faixa épica do álbum. Mas eu não sabia necessariamente que seria o título. Mas eventualmente a ideia surgiu, e eu pensei: ‘Bem, esse é um título óbvio. É esse mesmo’.

Após o álbum Back to the Egg (1979) e uma turnê final, o Wings começou a se desintegrar. Paul lançou o álbum solo McCartney II em maio de 1980, no qual tocou todos os instrumentos, e a banda oficialmente encerrou suas atividades em abril de 1981.

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Gabriela Nangino (@gabinangino)

Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, Gabriela é mineira e apaixonada por arte e cultura. Ela também já foi dançarina e seu principal hobbie é conhecer todos os cinemas de rua de SP. Foi estagiária no Jornal da USP e, na Rolling Stone Brasil, fala sobre música, filmes e séries.

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