Irã muda tática contra navios e mira eleição nos EUA

Pelo menos cinco incidentes envolvendo petroleiros e outros navios comerciais ocorreram na região de Ormuz nas últimas 48 horas. Os casos incluem ataques com drones, de acordo com dados de fontes de segurança marítima e registros da agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), ligada à Marinha britânica.
Pressão sobre o petróleo e a navegação
O Estreito de Ormuz transportava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. O Irã passou a restringir a passagem pela rota depois dos ataques dos EUA e de Israel contra o país em 28 de fevereiro.
Um oficial militar dos EUA confirmou que a Guarda Revolucionária iraniana mudou uma de suas táticas após perder grande parte de sua capacidade de radar. A força passou a usar observadores desarmados em pequenas embarcações para identificar possíveis alvos, inclusive navios militares americanos.
Militares dos EUA destruíram na semana passada uma embarcação iraniana usada para observar alvos, após ordenar que seus ocupantes a abandonassem. Não houve vítimas, afirmou o oficial americano.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, mantém o nível de ameaça à navegação mercante no estreito como severo. O órgão citou ataques, tentativas de ataque, assédio, sobrevoos de drones e vigilância dirigida contra embarcações comerciais.
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