Meta, Google e X diz ao TSE que não há irregularidades no canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp
RESUMO +
Meta e Google, empresas de tecnologia, e a rede social X informaram nesta sexta-feira, 23, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não detectaram violações ligadas ao canal “Exército do Lula”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG). O TSE apura possível manipulação de buscas e hashtags entre 18 e 20 de outubro; a Meta pediu cinco dias para complementar sua análise.
A Meta, o Google e o X informaram nesta sexta-feira, 23, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificaram violações de suas regras na atuação de apoiadores ligados ao canal “Exército do Lula”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
As manifestações foram encaminhadas após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar que as plataformas investigassem possíveis tentativas de manipulação de buscas e de ampliação artificial do alcance de hashtags entre 18 e 20 de outubro.
A Meta afirmou não encontrou violações das políticas do WhatsApp nem comportamento coordenado irregular nas publicações do Instagram de Janones. A empresa argumentou que a mobilização organizada de apoiadores não configura, por si só, uma infração, desde que não envolva atividades ilícitas ou o uso de contas falsas para enganar o público.
A análise dos documentos do processo, porém, ainda não foi concluída. A companhia informou que parte das provas foi entregue em um dispositivo de armazenamento USB, ao qual teve acesso apenas nesta sexta-feira. Por isso, pediu mais cinco dias para complementar a avaliação.
O X também disse que identificou movimentação organizada: 58 hashtags mencionadas na ação somaram aproximadamente 8,2 milhões de publicações, feitas por 475,9 mil contas. A plataforma afirmou que a participação aconteceu majoritariamente por meio de usuários brasileiros autênticos e não infringiu suas políticas.
Já o Google informou não ter encontrado sinais de robôs, tráfego automatizado ou ataques por programas de computador relacionados aos termos de pesquisa investigados. A empresa argumentou que picos de interesse podem acompanhar acontecimentos de grande repercussão e não são, por si só, prova de manipulação.
O que dizem as regras do WhatsApp sobre mobilização política
Segundo a companhia, os canais do WhatsApp estão sujeitos a regras diferentes das aplicadas ao Instagram e ao Facebook. Os termos do aplicativo de mensagens proíbem o uso do serviço para coordenar danos, divulgar falsidades ou deturpações, assumir a identidade de terceiros e enviar comunicações não permitidas, como mensagens em massa ou automáticas.
A Meta argumentou que a proibição de atuação coordenada no WhatsApp se refere a atividades violentas ou criminosas. A mobilização política lícita, de acordo com a empresa, não se enquadra nessa restrição.
Na manifestação, a companhia sustentou que suas políticas não proíbem a mobilização de pessoas reais e identificadas, prática admitida pela regulamentação eleitoral. Também citou um despacho do processo segundo o qual “a mobilização de apoiadores é lícita e somente perde proteção quando empregada para fins ilícitos”.
A empresa afirmou ter encaminhado ao TSE um relatório técnico com a conclusão de que não houve violação das políticas da plataforma. Segundo a Meta, o documento descreve os mecanismos usados para identificar conteúdos que descumprem suas regras. Os dados do canal também foram preservados para eventuais verificações.
'Perguntas frequentes'
O que Meta, Google e X informaram ao TSE sobre o “Exército do Lula”? +
Meta, Google e X afirmaram ao Tribunal Superior Eleitoral que não identificaram violações de suas regras na atuação de apoiadores ligados ao canal “Exército do Lula”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
O que o TSE determinou que as plataformas investigassem? +
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que as plataformas apurassem possíveis tentativas de manipulação de buscas e de ampliação artificial do alcance de hashtags entre 18 e 20 de outubro.
Quantas publicações foram associadas às hashtags investigadas pelo X? +
Segundo o X, as 58 hashtags mencionadas na ação somaram cerca de 8,2 milhões de publicações, feitas por 475,9 mil contas. A plataforma afirmou que a mobilização partiu majoritariamente de usuários brasileiros autênticos e não violou suas políticas.
O Google encontrou robôs ou tráfego automatizado nas buscas investigadas? +
Não. O Google informou que não encontrou sinais de robôs, tráfego automatizado ou ataques por programas de computador e argumentou que picos de interesse podem acompanhar acontecimentos de grande repercussão.
Quais práticas são proibidas pelas regras do WhatsApp? +
Segundo a Meta, os termos do WhatsApp proíbem o uso do serviço para coordenar danos, divulgar falsidades ou deturpações, assumir a identidade de terceiros e enviar mensagens em massa ou automáticas. A empresa afirmou que a mobilização política lícita de pessoas reais e identificadas não se enquadra nessas restrições.
A Meta concluiu a análise de todas as provas do processo? +
Não. A Meta informou que parte das provas estava em um dispositivo USB acessado apenas nesta sexta-feira, 23, e pediu mais cinco dias para complementar a avaliação.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.