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Tuesday, September 15, 2026

'Dark Horse': diretor e produtora dão versões diferentes sobre destino de US$ 13 milhões

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Divergência ocorre em meio às investigações da PF sobre origem e destino de recursos relacionados ao longa

Foto: Instagram/Jim Caviezel

A produtora Karina Gama, dona da GoUp, responsável pelo filme “Dark Horse”, e o diretor do longa, Cyrus Nowrasteh, apresentaram versões divergentes sobre os gastos da produção. As informações são do g1. 

Enquanto Nowrasteh afirma que o valor divulgado como custo do filme já inclui despesas projetadas de marketing, Karina diz que cerca de US$ 13 milhões já foram gastos apenas com a produção e que ainda serão necessários recursos para distribuição e divulgação.

As declarações ocorrem em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre a origem e o destino de recursos relacionados ao projeto.

Segundo documentos da investigação que se tornaram públicos nos últimos dias, Daniel Vorcaro teria repassado US$ 12,3 milhões a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

De acordo com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram sete parcelas entre janeiro e setembro de 2025. A PF investiga se houve outras formas de pagamento.

Os investigadores também apuram o destino do dinheiro e se os recursos foram direcionados ao filme ou utilizados para outras finalidades, entre elas a manutenção da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Diretor diz que valor inclui marketing

Na última quinta-feira (19), Cyrus Nowrasteh afirmou, em uma publicação no X, que os números divulgados sobre o custo de “Dark Horse” estariam “ridiculamente inflados”.

A manifestação ocorreu em resposta a uma publicação que comparava os valores atribuídos ao longa com os orçamentos de outras produções de Hollywood.

“Os números divulgados para o custo do filme são ridiculamente inflados. Eles incluem custos projetados de marketing para ‘Dark Horse’. Marketing e publicidade para um filme frequentemente excedem os custos de produção. Nos EUA, não combinamos os dois, como fazem no Brasil”, afirmou.

Diante da repercussão, o diretor voltou a falar sobre o assunto no dia seguinte e reforçou que, segundo ele, o valor atribuído a “Dark Horse” inclui despesas de produção e marketing.

“Muitos tentaram distorcer meu comentário. Apenas para esclarecer: a comparação de custos que a imprensa brasileira tem feito é falha. Nos EUA, os orçamentos de produção são reportados sem os custos de marketing. A cifra de ‘Dark Horse’, citada na cobertura jornalística, no entanto, já inclui marketing”, disse.

Produtora apresenta versão diferente

Karina Gama, porém, apresentou uma versão diferente sobre a composição dos gastos.

Segundo a produtora, aproximadamente US$ 13 milhões já foram destinados ao filme, mas o montante não inclui despesas de distribuição, divulgação e marketing, conhecidas no setor como P&A.

Karina afirmou que o dinheiro já utilizado foi destinado às etapas de “desenvolvimento, soft pré, pré-produção, filmagem e pós-produção”.

De acordo com ela, portanto, ainda serão necessários recursos adicionais para distribuir e divulgar “Dark Horse”.

Sócio nos EUA restringe envio de documentos

Embora “Dark Horse” tenha sido inteiramente filmado no Brasil, a maior parte dos gastos da produção ocorreu nos Estados Unidos.

Mike Davis, sócio de Karina Gama e responsável pelo braço americano da GoUp, afirmou que não autoriza o envio às autoridades brasileiras de documentos da empresa mantidos nos Estados Unidos sem a utilização dos mecanismos formais de cooperação jurídica entre os dois países.

“Conforme orientação de nossos advogados nos Estados Unidos, informo que, na minha condição de sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC, não autorizo o encaminhamento às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano”, afirmou.

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