Campanha de Lula relata à OEA e UE suposta assimetria da Meta na eleição

Representantes da campanha afirmaram ter reunido oito ocorrências, com documentação e estudos de terceiros, que indicariam um desequilíbrio digital em favor do candidato Flávio Bolsonaro (PL). O grupo sustenta que haveria interferência indevida da plataforma e sinais de violação do princípio de isonomia entre as duas candidaturas.
Campanha também cobrou mais transparência da empresa sobre o funcionamento e a justificativa de decisões automatizadas. Segundo o relato, as explicações dadas pela Meta para problemas técnicos não foram claras e os efeitos teriam sido seletivos, sem registro equivalente de prejuízo para o adversário.
Entre os exemplos citados, a campanha mencionou a desativação temporária de uma conta de anúncios de Lula. Também apontou variações na contagem de visualizações que teriam afetado o desempenho de vídeos e desequilíbrios de engajamento entre páginas e a suspeita de tratamento algorítmico diferente entre as campanhas.
Outros episódios apontados envolvem restrição de 24 horas para impulsionamento via feed do Instagram e a recusa de uma ferramenta de inteligência artificial da Meta em gerar materiais com Lula. De acordo com a campanha, pedidos semelhantes com Flávio Bolsonaro teriam sido atendidos.
Participaram do encontro representantes da OEA (Organização dos Estados Americanos), da União Europeia e de outras missões internacionais. Também estiveram presentes integrantes da Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais), do Parlasul (Parlamento do Mercosul), da Liga dos Estados Árabes e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países da CPLP (ROJAE-CPLP).
A campanha disse que já havia feito pedidos sucessivos ao TSE e levado uma denúncia à presidência da Corte Eleitoral para cobrar explicações da Meta. O grupo informou ainda ter criado um canal oficial para receber relatos de suposta censura e de comportamentos considerados anômalos nas plataformas.
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