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Wednesday, September 16, 2026

CCDR-N: não há "consensos políticos" sobre regionalização

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O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) afirmou esta terça-feira que a regionalização, à qual é favorável, não deverá avançar nos próximos anos por falta de consenso político.

“Temos que ser muito pragmáticos e ter consciência de que [a regionalização] não está na agenda política e, portanto, na atual legislatura não será concretizada com certeza”, disse Álvaro Santos na conferência “Coesão Territorial em Portugal e com a Europa”, organizada pela agência Lusa e pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no Porto.

Por esse motivo, o responsável considerou que nos próximos quatro a cinco anos a regionalização não deverá acontecer.

“Não creio que haja consensos políticos sobre essa matéria”, frisou.

Álvaro Santos reforçou que o foco da sua equipa está neste mandato e em alcançar resultados para promover o desenvolvimento da região Norte.

Além disso, o responsável assinalou o papel “insubstituível” que a CCDR-N tem não só na gestão dos assuntos comunitários, mas também na promoção do desenvolvimento regional e na articulação das políticas públicas.

Em março, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, considerou que a regionalização deve ser “um passo a ser dado” em Portugal.

Antes, em dezembro, a ANMP defendeu, no XXVII Congresso, que a regionalização é fundamental para acabar com um país “desigual e desequilibrado”, compatibilizando os interesses nacionais com os dos vários territórios.

Nessa ocasião, e na sessão de encerramento, o primeiro-ministro afirmou que a regionalização não vai ser tratada nesta legislatura porque “o tempo é inadequado e inoportuno” e é preciso “aprofundar a descentralização em curso”.

[Outubro de 1965. O diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece. O desaparecimento dela vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Cuba, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal no país, e até Salazar e Fidel Castro. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE. Já estreou “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

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