Maldição quebrada, recorde batido: Max vence em Singapura

Depois de várias corridas com incidências mas sem grandes confusões, o caos. Singapura viveu este sábado um dia como há muito não se via, da corrida sprint à qualificação. Sobraram as inúmeras desistências, mais um capítulo do “renascimento” de Max Verstappen esta temporada, acidentes entre companheiros de equipa e uma novidade como há muito não se via: a Mercedes pouco ou nada riscava na luta pelos lugares cimeiros, da penalização que atirou George Russell para o fim da grelha aos problemas de Kimi Antonelli para seguir o carro do neerlandês e dos dois Ferrari. Era por tudo isto que a principal corrida era tão aguardada.
Verstappen conquista pole position histórica para o GP de F1 de Singapura
As quezílias, essas, tinham aparecido ainda antes do início do fim de semana e em torno de mais um assunto que dividiu os pilotos: a utilização de coletes de refrigeração em Marina Bay, mesmo tratando-se de um circuito noturno, tendo em conta que eram esperadas temperaturas acima dos 30º que podem fazer com que os pilotos percam até três quilos de peso corporal durante uma corrida. Verstappen estava 100% contra, tendo o “apoio” de Leclerc: “Com este colete de refrigeração ficas com aqueles cabos irritantes no carro, o que acaba por limitar também os movimentos. Não preciso disso, mesmo que funcione durante hora e meia… que nem funciona”. George Russell era 100% a favor, sendo “escudado” por Kimi Antonelli: “Nunca se consegue quantificar quanto tempo por volta se está a perder por o corpo estar mesmo a sobreaquecer mas eu sei. Gosto muito e as equipas têm de fazer com que resulte”. A discussão estava aberta, havia outros problemas.
Norris and Piastri collide ????
Here's the moment ????#F1Sprint #SingaporeGP pic.twitter.com/jVetu3oSOs
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Depois do dilúvio que atrasou a corrida sprint deste sábado, chegou o dilúvio das desistências. Lance Stroll nem chegou a partir, George Russell e Sergio Pérez ficaram na primeira volta, Franco Colapinto e Isack Hadjar ficaram na segunda, Valtteri Bottas, Gabriel Bortoleto e Alexander Albon também não iriam durar muito mais antes da última desistência de Oscar Piastri. Esse acabou por ser o grande ponto de discussão do dia, com a colisão entre os dois McLaren quando discutiam pela quarta posição a deixar de fora o piloto australiano e a relegar Lando Norris para oitavo. “É uma coisa grave”, apontou Andrea Stella, diretor da equipa britânica, após a corrida. “Vou falar com eles porque aquilo que se passou aqui é inaceitável”.
Na frente, Max Verstappen, que conseguiria também o primeiro lugar na qualificação naquela que foi a sua segunda pole position da época, venceu a sprint com uma vantagem curta face a Lewis Hamilton e um maior avanço em relação a Charles Leclerc. A ordem dos Ferrari mudou na definição da grelha de partida mas a ideia que ficava era que o antigo tetracampeão mundial teria nos pilotos da formação italiana os principais adversários na tentativa de chegar também ao segundo triunfo do ano depois do sucesso no Grande Prémio do Bahrain, na Malásia. Ainda assim, mesmo atravessando o melhor momento de 2026, continuava a ser percetível um “desencanto” do piloto quando fala de futuro, como se viu na entrevista ao De Telegraaf.
GHOST ???? CAR!
See where the battle for pole between Charles and Max was won and lost ⚔️#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/cUsS6izbwU
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“Já consigo perceber que a minha filha começa a notar quando saio, tento fazer isso sem que ela perceba. Isso também será levado em consideração mais tarde, quando se tratar do meu futuro. Não quero estar longe o tempo todo, quero ver os meus filhos crescerem. Porque, quando fizerem 18 anos, existe a possibilidade de dizerem ‘Tchau’ e baterem com a porta. Este paddock é como um zoológico. Muitas vezes já não é possível falar com ninguém. Basicamente vivo entre o meu quarto, a garagem e o pit lane. Até nos nossos quartos de hotel há sempre muitos hóspedes atrás de nós. Eu sei que a intenção é boa mas também precisamos de ter descanso sem estarmos sempre a ser incomodados…”, referiu o piloto da Red Bull sobre a atual Fórmula 1.
Max joins another elite group of F1 drivers ????#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/kyjlbbKLbR
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Lamentos à parte, e apesar de faltarem apenas sete corridas para fechar a temporada, Verstappen tinha uma grande oportunidade para voltar a recuperar pontos e continuar na luta, no mínimo, pelo segundo lugar do Mundial (alcançar Kimi Antonelli parece um cenário irrealista), sabendo que o arranque neste Grande Prémio de Singapura seria importante para estabilizar uma vantagem como a que lhe valeu o triunfo na sprint realizada na véspera. E o neerlandês foi com tudo: Leclerc arrancou bem, parecia ter trajetória para chegar à primeira ou segunda curva na frente mas acabou por ser travado no momento da verdade, ficando na mesma em segundo num arranque que acabou por não ter qualquer alteração nos primeiros lugares.
Verstappen ???? Leclerc
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Era abaixo do top 6 que havia mudanças: Arvid Lindblad arrancou mal e desceu a 13.º, Liam Lawson soube defender a sétima posição, George Russell chegou à sétima volta já em 14.º (Isack Hadjar, que saiu também de trás, estava em 20.º), Oliver Bearman fechava o top 10. Na frente, nada de novo a não ser a vantagem que Max Verstappen ia conseguindo aumentar de forma ligeira para 1.1 segundos, com Hamilton a ter a mesma diferença para o companheiro de equipa. Foi nessa fase que houve bandeira amarela e safety car virtual no momento em que Gabriel Bortoleto teve uma saída e confirmou um fim de semana para esquecer. As boxes ainda se “agitaram”, tudo voltou à normalidade, começavam a preparar-se as primeiras paragens com uma curiosidade: o foco começava a estar bem mais na luta pelo terceiro lugar do que pela liderança.
Haas ⚔️ Haas
An incredible battle between Ollie and Esteban ????#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/HxIdoKXpsO
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Bortoleto has parked up by the pit lane exit
???? "Gearbox has gone"
VIRTUAL SAFETY CAR #F1 #SingaporeGP | LAP 8/62 pic.twitter.com/FEUeVbRHFa
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Hamilton foi o primeiro a parar na frente, os McLaren deixaram-se ficar para trás permitindo que rodassem em segundo e terceiro atrás de Max Verstappen, a “folga” que o neerlandês entretanto tinha ganho face a Leclerc estava a aumentar. Ao contrário do que acontecera na véspera, imperava a “normalidade” em pista apesar de alguns despiques mais diretos por posições de top 10 (onde já estava George Russell, no nono posto) e só mesmo a meio da corrida voltou a existir algo para contar, com Franco Colapinto a encostar entre as curvas 7 e 8 com entrada de safety car virtual durante um par de segundos até o argentino conseguir levar o carro da zona de perigo em que se encontrava. Algumas voltas depois, Lance Stroll ficou com o seu carro “desligado”, tentou voltar mas teve de novo problemas de embraiagem e desistiu. Novo safety car virtual.
Hamilton pits from P3
On go the soft tyres and he's back out on track in P7 #F1 #SingaporeGP | LAP 19/62 pic.twitter.com/924wM4vBCw
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The yellow flags are out as Colapinto parks up down the runoff at Turn 7 #F1 #SingaporeGP | LAP 31/62 pic.twitter.com/mcJik3CMG0
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Our race leader pits
Verstappen switches to mediums and returns to the track in P1 ????#F1 #SingaporeGP | LAP 33/62 pic.twitter.com/2EIXz75MAx
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Abria-se a janela de oportunidade para uma paragem “de borla”, Russell acabou por descer para décimo por uma questão de segundos até ao regresso da corrida sem condicionantes. Não foi só aí que a Mercedes teve “azar”: quando já rodava em quinto, Kimi Antonelli comunicou à equipa que estava sem travões, lançando o caos que afinal era apenas fumo sem aparente fogo. Já Hamilton, que rodava em segundo aproveitando a estratégia da Ferrari, dizia que algo tinha acontecido no carro porque os pneus não estavam a responder. No meio da confusão, e a menos de 20 voltas do final, Max Verstappen liderava com mais de 12 segundos de vantagem enquanto a Ferrari falava com o britânico sobre os planos B e C… com Leclerc já colado. A 16 voltas do final, o monegasco subiu a segundo com uma desvantagem de 15 segundos face ao neerlandês.
A clutch issue has ended Stroll's race ❌
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The running order after 43 of the 62 laps ????
Verstappen's lead over Hamilton is currently around 10 seconds#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/Xbjuoj8oYw
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Com George Russell a dar tudo para atingir ainda a sétima posição num objetivo que parecia mais tangível do que a chegada de Isack Hadjar ao top 10 (algo que acabaria por não confirmar-se, com o francês em décimo e o britânico em nono), uma saída mais larga de Verstappen na abordagem à reta da meta abria a possibilidade de haver luta pela vitória nas derradeiras voltas, tendo em conta que Leclerc conseguia tirar cerca de um segundo por volta ao neerlandês. Logo atrás, Hamilton estava cada vez mais pressionado por Lando Norris, com Kimi Antonelli na sombra para perceber o que poderia ganhar nesse duelo. Foi mesmo o italiano que aproveitou: Lando tentou, Hamilton defendeu-se, Antonelli ganhou ritmo para saltar para terceiro antes da subida de Lando para quarto e a queda de Hamilton para a sexta posição depois de um duelo com Oscar Piastri que só acabou na última volta. Estava definido o pódio, até porque Leclerc percebera que não tinha ritmo para mais. Verstappen fechava o “quatro em linha” em Singapura, num traçado onde nunca conseguira ganhar. Aliás, a última vitória da Red Bull em Marina Bay tinha sido em 2021… com Sergio Pérez.
And there we go… Leclerc goes through and is set free to chase Verstappen who is 15 seconds up the road#F1 #SingaporeGP | LAP 46/62 pic.twitter.com/lszbVecsNm
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Lando opens his visor and wipes away the sweat!
The heat and humidity is punishing in Singapore ????#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/srLCyKZl3q
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Em paralelo, o neerlandês superou um recorde de Michael Schumacher, tornando-se o piloto com mais triunfos pela mesma equipa, neste caso 73 no comando de um Red Bull.
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