Quem é o jovem de 17 anos que viralizou em protesto contra Macron

Ativista vai além de temas sobre educação e fala sobre violência e desigualdade. "Nos subúrbios, a violência é muito mais vantajosa para os indivíduos porque eles não têm nada (...) Eu falava com você ontem sobre segregação social: existe um bairro bom e outro ruim. O governo não está nem aí para um, mas se importa imensamente com o outro", disse ele, convicto.
Estudante também diz ser contra Macron, Lecornu e a elite da política francesa. "Não queremos mais Macron [presidente da França]. Não queremos mais Lecornu [primeiro-ministro francês]. E aquele outro cara, [Édouard] Geffray [atual ministro da Educação no país], que nem sabe escrever uma palavra simples e ainda se diz chefe da educação. Pois bem, ele deveria sair, entende?", afirmou o jovem, que manifestou o desejo de ver a extrema-esquerda no poder na França.
Não queremos esses governos sucessivos que são absolutamente inúteis. Macron já provou há muito tempo que é incompetente. Ellwan, em vídeo divulgado pelo Le Reporter indépendant
O que se sabe
Cerca de 256 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior francês, marcharam nesta terça-feira (6) em cidades como Paris, Marselha, Lyon e Lille, no maior dia de um movimento de estudantes do ensino médio que já dura mais de duas semanas. Os organizadores falam em 450 mil. Professores, pais, sindicatos e partidos de esquerda engrossaram os atos, em sua maioria pacíficos, mas que terminaram com confrontos e gás lacrimogêneo em Paris. Foram 488 detidos no dia, e 43 policiais ficaram feridos, segundo o governo.
O movimento começou em 21 de setembro, em apoio a professores em greve numa escola de Créteil, na periferia de Paris, e se espalhou pelo país. Os alunos reclamam de falta de professores, salas lotadas, prédios deteriorados e jornadas das 8h às 18h. As escolas secundárias têm hoje menos professores que em 2008, com 250 mil alunos a mais.
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