Jovem perde movimentos após passeio em montanha-russa de parque em SP

De acordo com o médico que atendeu a jovem, o traumatismo aconteceu por conta de um contragolpe da montanha russa durante o passeio. Isso pode ter acontecido por conta do movimento brusco de aceleração e desaceleração do brinquedo Montezum, do HopiHari, e isso pode ter rompido os vasos sanguíneos cerebrais, levando a um edema cerebral.
Julia ficou sem o movimento do lado esquerdo do corpo, de acordo com seu companheiro. João Pedro Bossoni disse ao Fantástico que sua esposa segue com dificuldade de fala e memórias turvas. O casal é de Londrina, no Paraná, e viajou para o interior paulista para aproveitar o dia no parque.
Investigação
O MPSP abriu investigação e pediu perícia na montanha-russa. Esse não foi o primeiro caso de acidente com a montanha-russa. Em 2018, outra mulher sofreu deslocamento de vertebras em um movimento de chicote do equipamento. Hoje ela não consegue mexer o pescoço. Ela foi indenizada pelo parque.
Apenas um movimento brusco de aceleração e desaceleração e rotação do crânio pode fazer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais, causando uma hemorragia intracraniana e levando a um edema cerebral, que foi o caso da Júlia em especial
Victor Batistela, neurocirurgião, ao Fantástico
O parque relatou que a jovem recebeu atendimento seguindo os protocolos de segurança e acompanhou a internação, custeando as despesas, e que um seguro foi franqueado para a família. "As inspeções acontecem anualmente no caso de atrações radicais como a Montezum, e bianuais, em atrações de baixa complexidade. Outros importantes protocolos de segurança, treinamento de pessoal e de atenção ao visitante fazem parte da rotina diária do Hopi Hari em todas as suas atrações", relatou o Hopi Hari, em nota enviada ao programa.
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