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Monday, October 26, 2026

Marine Le Pen promete governo de "unidade nacional"

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A líder da extrema-direita de França, Marine Le Pen, prometeu este domingo um governo de “unidade nacional” e “pluralista” e consagrar “a comunidade nacional” na Constituição se for eleita para o Palácio do Eliseu, nas presidenciais de abril.

No seu primeiro grande comício de campanha, em Orleães (centro), a candidata que lidera as sondagens sobre o escrutínio do próximo ano adiantou que o seu governo será liderado por Jordan Bardella, reeleito no sábado presidente do partido de Le Pen, União Nacional (RN na sigla em francês).

A candidata anunciou ainda a sua intenção de consagrar o “princípio fundador, inclusivo e fraterno” da “comunidade nacional” na Constituição, sublinhando a sua vontade de “ver reconhecido apenas um povo”.

“Para nós, só há uma comunidade e essa é a comunidade nacional”, insistiu.

Marine Le Pen disse ainda procurar o “renascimento” de França, prometendo que não será nem uma “rutura brutal” nem uma “revolução destrutiva”, mas antes um caminho para “alcançar a beleza”.

Para tal prometeu combater “todas as formas de obscurantismo”, nomeadamente “a da ideologia islamista”, assim como a violência que atribuiu ao partido França Insubmissa (LFI, esquerda radical), cujo líder, Jean-Luc Mélenchon, aparece como o seu principal rival nas sondagens.

Os dois candidatos, que representam um cenário político francês cada vez mais polarizado, estão envolvidos numa acesa disputa centrada na violência que eclodiu à margem das manifestações de 17 de outubro, quando três mil lojas foram vandalizadas ou pilhadas.

Marine Le Pen acusa o LFI de ter “sequestrado o movimento, que começou por ser um protesto de estudantes do ensino secundário” e de tentar mergulhar o país no caos.

Já Jean-Luc Mélenchon, que participou na última marcha parisiense, atribuiu os confrontos à estratégia policial e tem criticado o Governo.

Num balanço provisório das manifestações realizadas no sábado em várias cidades francesas e que mobilizaram entre 410 mil e 800 mil pessoas, conforme as fontes, o Ministério do Interior deu conta de mais de 1.300 detenções, 75 investigações relacionadas com incêndios, ferimentos em 53 elementos das forças de segurança e saqueamentos em 24 estabelecimentos comerciais.

Candidata pela quarta vez à presidência da França, Marine Le Pen conta com projeções de vitória por larga margem na primeira volta e de derrota de todos os seus potenciais adversários na segunda.

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