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Friday, September 11, 2026

Hungria e República Checa criticam ajuda da UE a Espanha

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A Hungria e a República Checa criticaram esta quinta-feira a ajuda de 200 milhões da Comissão Europeia a Espanha no contexto da entrada massiva de migrantes em Ceuta em julho, por acharem que o governo espanhol não fez o seu “trabalho”.

O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, e o seu homólogo checo, Andrej Babis, afirmaram isso durante uma conferência de imprensa conjunta realizada em Bratislava, capital da Eslováquia, após um encontro dos países do Grupo de Visegrado, que incluem também o eslovaco Robert Fico e o polaco Donald Tusk.

“Não é justo que a Hungria pague um milhão de euros por dia para defender as fronteiras comuns da Europa, a fronteira húngara, enquanto outro primeiro-ministro recebe 200 milhões de euros da Comissão Europeia por não ter cumprido, talvez, a sua tarefa”, declarou Magyar.

Isto está muito mal. Não são boas notícias. De todo”, insistiu o dirigente húngaro referindo-se à condenação milionária imposta no final de 2025 pelo Tribunal de Justiça da UE (TJUE) contra a Hungria, então liderada por Viktor Orbán, pela sua recusa em cumprir as normas comunitárias de asilo.

Magyar quis realçar que o que os quatro países do Grupo de Visegrado têm defendido em matéria migratória tornou-se “agora a posição maioritária” dentro da União Europeia.

“Não são dez, mas entre 19 e 20 Estados-membros que dizem o mesmo, que temos de dar um passo em frente e apoiar a proteção das fronteiras”, destacou.

Por seu lado, Babis defendeu que os quatro países representam a zona “mais segura da Europa”, alegando que são eles que “decidem” quem reside no seu território.

“Aqui, no Grupo de Visegrado, cada Estado-membro decide quem vai viver aqui e quem vai trabalhar aqui”, sublinhou.

O dirigente checo recordou que há dez anos já tinham proposto ao resto dos membros da UE o que tinham de fazer para “resolver o problema da imigração ilegal”.

“Em 2016 dissemos aos outros Estados-membros o que deviam fazer, mas não nos ouviram. Só se deram conta dez anos depois, mas para alguns já é tarde demais”, afirmou, antes de os criticar por “continuarem a não ouvir”.

A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira que vai desbloquear 114,7 milhões de euros em fundos de emergência para ajudar a gerir a situação em Ceuta, onde permanecem vários milhares de migrantes que entraram de forma irregular, vindos de Marrocos, nos passados dias 30 e 31 de julho, em particular para reforçar a fronteira e agilizar os retornos; além de garantir a disponibilidade da Frontex para reforçar o seu apoio operacional.

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