Vultos, barulhos sem explicação, sensação de ser observado: a história por trás de bar mal-assombrado no interior de SP

O local não é muito conhecido, está tomado pelo mato e acumula sujeira por todos os lados. Ali, não é incomum ouvir barulho de portas abrindo e fechando e outros sons pouco reconhecíveis, e o investigador paranormal Matheus Moraes afirma que tudo é real e bastante assustador.
Ele mesmo esteve no imóvel no começo do mês e disse ao g1 que passou mal ao visitar um dos cômodos. Segundo o investigador, que atua em casos sobrenaturais há 15 anos, a sensação era de que ele estava sendo observado o tempo todo que esteve lá dentro.
"Me arrepiei todo, começou a me dar tontura. Fazia tempo que isso não acontecia, que eu não tinha essa sensação. E quando isso acontece, o que significa? Que eles estão querendo que você vá embora".
Imóvel abandonado na estrada que liga Cajuru a Altinópolis funcionou como bar e casa onde teve três mortes — Foto: Matheus Moraes
Imóvel mal-assombrado entre Cajuru e Altinópolis, no interior de SP, funcionou como bar — Foto: Matheus Moraes
Matheus conta que, antes mesmo de funcionar como um bar de beira de estrada, o local era uma casa como outra qualquer, onde moravam três pessoas, que morreram em um intervalo de dois anos, na década de 90.
Todas as mortes aconteceram dentro do imóvel: uma delas, no banheiro e as outras duas, no quarto onde Matheus relatou o mal-estar.
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O investigador conta que a casa era habitada por um casal e o amigo. A mulher foi a primeira a morrer e, ainda segundo Matheus, ela se enforcou no banheiro.
Dois anos depois, o marido dela foi encontrado já sem vida, na cama de um dos quartos do imóvel. O amigo do casal foi o terceiro a morrer e o corpo dele estava no mesmo quarto e na mesma cama, dois anos depois.
"Lá é um lugar muito pesado. Foi um bar depois de muito tempo, mas as mortes aconteceram antes de virar um bar. Foi a última coisa que teve no lugar esse bar. E eu fui lá, está tudo abandonado, bem sujo. Entrei em um cômodo que tinha morcegos e depois achei a cama que os homens morreram. A cama ainda está lá. Eu usei o aparelhinho e o negócio foi no vermelho. Estourou", diz Matheus.
Nas investigações que faz em lugares assombrados na região de Ribeirão Preto, Matheus utiliza um aplicativo do medidor K2, que detecta campos eletromagnéticos e atividades paranormais. Ele foi desenvolvido para celulares e emula o funcionamento do equipamento já conhecido.
Cama em imóvel mal-assombrado no interior de SP, onde investigador disse que registrou atividade paranormal — Foto: Matheus Moraes
Medidor k2, que detecta campos eletromagnéticos e atividades paranormais, em celulares — Foto: Matheus Moraes
Vultos e morcegos
Nestes anos que atua como investigador paranormal, Matheus costuma fazer visitas a lugares mal-assombrados com pelo menos uma pessoa. Desta vez, ele estava sozinho.
A história do bar abandonado chegou para o investigador por meio de uma pessoa de Cajuru, que comentou o caso. Há duas semanas, ele fez questão de ir até o local para ver e gravar tudo de perto.
"Eu fui no finalzinho da tarde, entrei na casa e só fui falando [no vídeo] do acontecido na casa. 'aqui morreu tal fulano, aqui morreu fulana'. E aí eu fui sentindo que o clima foi ficando bem pesado. Teve um cômodo que estava cheio de morcego. Na hora que eu entrei, eles voaram".
Cômodo de imóvel mal-assombrado em estrada de terra entre Cajuru e Altinópolis, no interior de SP — Foto: Matheus Moraes
Matheus conta que a visita durou cerca de 30 minutos e sentiu que precisava ir embora depois que o equipamento que utilizava para fazer a medição atingiu o limite em três cômodos diferentes.
"É a hora que é pra ir embora. Porque o local é deles, eu estou invadindo o local deles. Então, o que eles fazem? Eles começam a se aproximar de mim. Como eu tenho essa mediunidade, eu começo a ter essas sensações. E, como eu estava sozinho, eu fiquei preocupado".
O investigador disse que ainda pretende voltar ao local para uma investigação mais detalhada, mas ainda não sabe quando isso vai acontecer.
"É uma casa que tem uma energia muito pesada, porque ali teve suicídio, pode ter tido uma energia muito negativa. É uma casa de fácil comunicação. Eu acredito que uma investigação mais profunda, com equipamentos, até mesmo com o Spirit Box, pra gente tentar tirar alguma conversa, vale a pena".
Matheus Moraes é investigador paranormal na região de Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal
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