A TAP já fala alemão e o país ficou a ver os aviões?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, tá bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, é isso.
Ainda bem que faz essa pergunta. Nas manhãs 360, Paulo Ferreira. E começamos com uma que já ouvimos muitas vezes: e no final, ganha sempre a Alemanha.
Estás a dizer que eu não sou original?
Não. É uma pergunta que fazemos volta e meia.
Neste caso, essa máxima volta a ser lei. Aliás, parece que é mais lei agora nos negócios e na economia do que no futebol, não é?
E há quem diga que nem nos negócios. Há quem diga que nem na economia as coisas estão a correr assim tão bem.
A Alemanha já não é o que era.
Há momentos em que esta regra parece ser verdade.
Ainda bem que a Alemanha já não é o que era.
Sim, claro. Mas não me estraguem a coisa desta vez.
Isto demorou tanto tempo a preparar e agora nós a destruir a frase.
O facto de que chegam aqui e em cinco segundos destroem o trabalho de uma tarde inteira.
Depois dos anos 60, no final ganha sempre a Alemanha.
Pronto, é isso mesmo. Aconteceu, a Lufthansa venceu a corrida para a compra da TAP. E a proposta que fez também facilitou a vida ao governo, que teve que escolher, porque com a informação que foi tornada pública, a proposta é a melhor em toda a linha, face às condições que Air France KLM, quer ao grupo concorrente, na corrida à TAP, face a essa proposta que a Air France oferecia. Portanto, por aí não deve haver dúvidas ou polémicas, ninguém está a perguntar ao governo ou ao Estado por que fez aquela escolha. A TAP é muito bem vendida por 1200 milhões de euros, por cerca de 45% do capital e ainda há compromissos de investimento em Tancos e em Santa Maria da Feira, a equipamentos e operações para o setor de aviação. Alguns destes ainda têm que ser conhecidos com mais pormenor. No fundo, é um bom início para o desfecho desta operação, para uma empresa onde as interferências políticas sempre causaram mais problemas do que apresentaram soluções. Agora vamos à segunda parte, a passagem para a totalidade do capital para os alemães, e aqui as divergências políticas não vão ficar por aqui, como já se viu nas últimas horas. Portanto, ainda vai haver aqui muito trabalhinho e muita discussão.
É isso mesmo. Bruno, as instituições funcionam ou não?
Funcionam, funcionam, parafraseando aqui uma célebre frase. E isto foi o que garantiu o presidente da Assembleia da República. Se ouvirmos André Ventura, a narrativa é um pouco diferente. Parece que foi preciso insistir um bocadinho para que as instituições começassem a funcionar, mais ou menos como um carro que só liga à terceira tentativa. Esta quarta-feira tomou posse a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ, entre 2018 e 2026. Foi o Chega que pediu a comissão. A iniciativa foi travada em tentativas anteriores. Acabou por avançar através de um mecanismo parlamentar que permite à oposição impor a realização de um inquérito. José Pedro Aguiar-Branco fez questão de sublinhar que não houve bloqueios, não houve pressões, o que houve foi instituições a funcionar e regras que têm de ser cumpridas. André Ventura, por sua vez, disse: "Não, houve bloqueios, houve tentativas de condicionamento", e o facto de ser ele a presidir a esta comissão também será uma tentativa de evitar estes bloqueios de que se queixa. Mas talvez estas divergências, estes olhares diferentes sobre uma mesma realidade, talvez sejam um sinal de que as instituições, afinal, funcionam. Ai funcionam, funcionam.
Ainda assim, estará Aguiar Branco a sonhar acordado.
É da ideia que sim. O presidente da Assembleia da República deu ontem posse à Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai analisar os exames nacionais, aquela polémica sobre os exames, e verbalizou um desejo. Disse ele que, dada a importância da educação para o futuro do país, espera que esta Comissão Parlamentar de Inquérito fique livre de jogos partidários. O desejo de Aguiar Branco faz sentido, claro, e é sensato. Mas é pouco realista, porque a constituição de comissões parlamentares é precisamente uma das armas que os partidos usam para fazerem os seus jogos uns contra os outros. No caso concreto, é mais uma arma de arremesso da oposição contra o governo e contra um dos ministros que tinha melhor avaliação pública até ao episódio dos exames. Portanto, vamos ver se esta comissão parlamentar de inquérito não vai trazer ainda mais desconfiança ao processo de exames do que o problema original, que entretanto já estará resolvido, presume-se.
E Bruno, os deputados não andam a tomar os comprimidos?
Olha, Rita, devem saltar assim um dia ou outro. Não devem seguir mesmo à risca a medicação, isto a julgar por algumas reações mais intempestivas. Um dos episódios mais recentes começou numa audição parlamentar sobre a revisão da lei da identidade de género. Segundo o deputado do LIVRE, Paulo Muacho, o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, interrompeu uma intervenção e gritou duas vezes: "Assassinos!" O LIVRE apresentou uma queixa formal, mas esta foi apenas uma das várias participações apresentadas na sequência da mesma reunião, que já se vê, foi muito animada. O PS também apresentou queixa contra Paulo Núncio e contra o deputado do PSD, Bruno Vitorino, e o próprio líder parlamentar do CDS apresentou uma participação contra a deputada socialista Isabel Moreira. Já que não querem calmantes, talvez não fosse má ideia distribuir uns folhetos com aquelas regras básicas de convivência democrática, se à entrada do hemiciclo podia ser que ajudasse a acalmar um pouco os ânimos.
Ainda bem que faz essa pergunta, disponível dentro de instantes em observador.pt. Já de seguida temos Não Se Fala noutra Coisa.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, tá bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.