Rainha de bateria relata estranhamento na Coreia do Sul e segurança intervém

Sávia David, rainha de bateria da escola de samba Terceiro Milênio, de São Paulo, abriu o álbum de uma viagem especial que fez ao lado da filha, Laura, pelo Japão e pela Coreia do Sul. A viagem, que começou em Tóquio e passou por Kyoto, antes de seguir para Seul, foi motivada por um desejo da filha e acabou se transformando em uma experiência repleta de descobertas, sabores inusitados e alguns perrengues pelo caminho.
Em Tóquio, Sávia se impressionou com o contraste entre a grandiosidade da cidade e o comportamento silencioso dos japoneses, mesmo em ruas movimentadas e no metrô lotado. “Ninguém conversa, todo mundo com fone de ouvido. É aquela preocupação de não incomodar o outro. Achei muito interessante”, conto.
A viagem também rendeu um perrengue gastronômico. Sem falar japonês e com dificuldades para se comunicar em inglês, Sávia foi com a filha a um restaurante em que os próprios clientes preparam os alimentos em uma grelha na mesa. Em meio aos ingredientes, comeu um item que acreditava ser acompanhamento, mas descobriu, pela reação da garçonete, que estava cru. “Veio um potinho, como se fosse uma casca de caranguejo, com uma coisa mole dentro. Eu pensei que era guarnição e comi tudo. Quando a garçonete me viu comendo, começou a fazer um sinal de não. Aquilo estava cru. Eu comi sem cozinhar e, até hoje, não sei exatamente o que eu comi”, relembra, aos risos.
De Tóquio, mãe e filha seguiram para Kyoto, onde Sávia se encantou pelo lado histórico da cidade, que, para ela, parecia ter saído de um filme. No tradicional Nishiki Market, viveu outro episódio curioso: depois de pedir várias comidas, descobriu que não tinha dinheiro em espécie para pagar. “Muitos lugares não aceitam cartão. Tive que deixar a Laura como ‘garantia’ enquanto fui trocar o dinheiro”, conta.
Entre as comidas experimentadas estava o famoso mini polvo servido como petisco. “É horrível, o gosto é horrível! Mas é aquela coisa: vale a experiência. É um mini polvo que você come inteiro, e a cabeça tem uma consistência meio molenga. Mas ir ao Japão e não comer o polvo parece que você não foi ao Japão”, brinca.
Outro detalhe que chamou atenção foi o cabelo de Sávia, de visual black tie, volumoso e marcante. No Japão, ela conta que a curiosidade foi acompanhada de respeito. Já na Coreia do Sul algumas pessoas chegaram a colocar o celular próximo ao rosto dela para fotografá-la, enquanto outras faziam comentários e brincadeiras que incomodaram Laura. Em um dos passeios, um grupo chegou a se reunir para pedir fotos com Sávia, até que um segurança precisou intervir diante da quantidade de pessoas.
Na Coreia do Sul, Sávia também visitou locais relacionados à história da guerra e chegou a observar, de um ponto turístico, a região próxima à fronteira com a Coreia do Norte. Apesar de ter gostado de Seul e se encantado especialmente com a variedade de cosméticos.
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