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Monday, October 12, 2026

As notícias das 13h

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É uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, André Ventura concorda com Passos Coelho, considera que o PSD devia aproveitar a maioria de direita no Parlamento para fazer reformas.

O presidente do Chega esteve com várias delegações de agricultores que estão à porta da Assembleia da República em protesto. À margem deste encontro, André Ventura falou sobre a entrevista do antigo primeiro-ministro à SIC, entrevista de ontem, e acredita que esta é uma oportunidade de juntar as direitas na Assembleia para fazer reformas, por uma vez que essa oportunidade ainda não passou.

Ainda não passou, mas o líder do Chega diz que já foi perdida nas últimas eleições de 2024 e 2025. O líder do Chega esteve reunido durante alguns segundos com várias delegações de agricultores que protestam à porta da Assembleia da República para pedir medidas que melhorem a competitividade dos produtos portugueses em relações, por exemplo, àquilo que são os produtos espanhóis. Pedem um conjunto de medidas na ordem dos 140 milhões de euros. Já lá vamos, até porque André Ventura ouviu as palavras do antigo primeiro-ministro. Diz que, no fundo, aquilo que Pedro Passos Coelho pediu e pede durante esta entrevista é que o país, com os partidos de direita, faça as reformas que Portugal precisa.

Há uma grande maioria não socialista hoje em Portugal e no Parlamento, e essa maioria não socialista não está a contribuir para fazer a transformação que o país precisava. E aí Pedro Passos Coelho tem toda a razão.

André Ventura diz que essa oportunidade foi dada e foi sugerida pelo partido Chega nas últimas eleições. Diz que quis chegar a acordo com o PSD, com o executivo de Luís Montenegro e, por isso, as culpas que Pedro Passos Coelho atirou aos partidos de direita por não haver esta união com rumo essas reformas, essa crítica não foi para o partido Chega.

O país deve criar condições de unidade para termos, fazermos reformas na área da saúde, da segurança, da agricultura, da justiça. Devemos fazer reformas. Mas, francamente, esse tempo já passou. Os protagonistas do PSD, na altura, entenderam que isso não devia ser feito. Nós respeitámos isso e a vida continuou. Portanto, eu acho que essa crítica, que é justa de Pedro Passos Coelho, não é certamente para o Chega. O Chega esteve disponível para construir essa maioria.

André Ventura que esteve então reunido em breves minutos com estas delegações de agricultores que estão aqui em protesto e que vêm de todo o país, vão agora rumar até à porta da residência oficial do primeiro-ministro, no Palacete de São Bento. Estes agricultores, que fazem parte da Confederação dos Agricultores de Portugal, já tiveram reunidos com várias forças partidárias no Parlamento, também com o presidente da Assembleia da República e à porta da residência de Luís Montenegro, vão entregar um cabaz. Um cabaz com alguns dos produtos essenciais, produzidos naturalmente em Portugal, e que dizem que estão a perder competitividade em relação a outros produtos, em concreto, os produtos do país vizinho.

A reportagem do João Lourenço, André Ventura, que se juntou a esta concentração de associações agroflorestais, que hoje apresentam medidas de apoio ao setor. A Confederação dos Agricultores de Portugal, a CAP, concentra-se junto à Assembleia da República para pedir essas medidas. Estima o secretário-geral da CAP que ajudas em 140 milhões de euros e rejeita que ponham em causa as contas públicas. E o secretário-geral do Ministério da Administração Interna cessou funções após ordem do ministro da Administração Interna, Luís Neves. Ricardo Garrilho deixa o cargo após decisão do ministro. A cessação de funções foi anunciada hoje, através de comunicado. A decisão é justificada com a reorganização da Secretaria-Geral e com a preparação de uma nova estrutura orgânica e de procedimentos adequados às responsabilidades do ministério. A decisão acontece depois do semanário Expresso ter contado a degradação do relacionamento institucional entre Luís Neves e Ricardo Garrilho. O clima de tensão entre o ministro da Administração Interna e o secretário-geral do Ministério da Administração Interna atingiu um ponto de rotura, o que terá ditado a rotura devido a divergências profundas sobre o controle do SIRESP, sobretudo num caso em que Ricardo Garrilho ter-se-á recusado a autorizar uma transferência de 26 milhões de euros ao SIRESP com contrato caducado, sem ter autorização escrita do ministro. E o editor de sociedade do Observador lembra que há várias polémicas em torno do SIRESP. Pedro Rinho lembra que em maio deste ano já tinha surgido uma outra questão em torno do sistema de comunicações críticas, que na altura significou a saída do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro. Em maio, já dávamos conta de uma situação de crispação. Na altura, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna apresentou a demissão, António Pombeiro, precisamente alegando uma série de circunstâncias que ele considerava meio nebulosas na gestão do SIRESP e, na altura, um dos pontos centrais para a saída do secretário-geral adjunto do MAI, era a nomeação por Luís Neves, pelo ministro da Administração Interna, do general Viegas Nunes. No fundo, era a pessoa que o ministro tinha escolhido para comandar o SIRESP, o sistema de comunicações críticas.

As palavras do editor de sociedade do Observador, Pedro Rino, sobre a cessação de funções do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, a mando de Luís Neves.

E a Polícia Municipal, assim como a Polícia de Segurança Pública, retiraram todas as 50 tendas que estavam montadas no Porto num protesto contra a escalada dos preços da habitação.

O acampamento começou no sábado, deveria prolongar-se nos próximos dias, mas acabou mais cedo do que o previsto, com a intervenção da polícia esta manhã na Praça Dom João I, como conta um dos porta-vozes do movimento, João Silveira.

Gostávamos que esta acampada tivesse durado mais tempo, como estão a durar as de Espanha, porque é uma luta justa. No entanto, havia sempre malta a desmontar as tendas. É preciso mais do que uma pessoa para desmontar cada tenda e a certa altura, sem propriamente nenhum prazo, a Câmara Municipal começou de facto a recolher as tendas em que ainda não tinha conseguido ninguém desmontar.

João Silveira relatou ainda os momentos de maior tensão vividos com a polícia, mas os confrontos terminaram sem detidos ou identificados pela PSP.

E o antigo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, acusa Passos Coelho de estar a trabalhar para derrubar Luís Montenegro.

Pedro Siza Vieira diz que o antigo primeiro-ministro se posicionou como oposição ao executivo de Luís Montenegro depois da entrevista que concedeu à SIC. Na Rádio Observador, o antigo ministro do governo de António Costa aponta Passos Coelho como um homem a trabalhar, alinhando-se como alternativa à direita, com o apoio do Chega.

O que me parece também muito claro é que algo que todos intuíamos, que era Passos Coelho estar na oposição ao governo, ficou desta forma explícito. De formas absolutamente diretas. Quando se diz Luís Montenegro é igual a António Costa, isto é não só a manifestação de uma oposição clara ao governo do seu partido, como também o pôr-se ao lado daqueles que querem derrubar o governo do seu partido e substituí-lo.

A análise de Pedro Siza Vieira na Rádio Observador, convidado da edição de hoje da Comissão de Inquérito. A destacar os pontos da entrevista de Pedro Passos Coelho à SIC.

E em França, um jovem de 14 anos foi detido pelas autoridades depois de ter ferido duas pessoas num ataque a uma escola.

O suspeito estava armado com uma espingarda de caça, disparou e atingiu a tiro o diretor da escola e uma professora. As duas vítimas ficaram feridas, receberam assistência médica, mas não correm perigo de vida, é o que diz o governo francês. Tudo aconteceu perto da cidade de Marselha. Não são conhecidas ainda as motivações deste jovem de 14 anos. Sabe-se que neste momento foi detido pelas autoridades.

Uma hora e oito minutos. Zé, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

O Prêmio Nobel da Economia foi atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford. Os dois norte-americanos foram reconhecidos pelas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. A Academia Sueca diz que a investigação destes dois economistas tornou possível gerir grandes crises macroeconômicas de forma muito mais eficazes. As deputadas do Chega, Rita Matias e Madalena Cordeiro, invadiram esta manhã um programa da Rádio Universidade de Coimbra. Entraram depois nos gabinetes da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra. As deputadas estavam acompanhadas por cerca de 15 apoiantes do Chega, queriam ser ouvidas por um responsável da direção. E no Luxemburgo foi aprovado o maior pacote de sanções à Rússia desde que começou a guerra na Ucrânia, um pacote contra indivíduos e entidades ligadas à indústria militar. Na rede social X, Kaja Kallas, alta representante europeia para Negócios Estrangeiros, diz que esta aprovação de sanções mostra que a Europa está unida no apoio a Kiev.

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