De holografia a megatransmissões: com o Nubank Parque, Claro quer criar a arena do futuro
CMO da Claro, Márcio Carvalho, detalha o uso inédito da tecnologia 5.5G para criar um ecossistema que integra desde a operação de câmeras sem fios até shows holográficos

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 06:00.
Recém-batizado como Nubank Parque, o estádio do Palmeiras, gerido pela WTorre, em São Paulo, deu um novo passo em infraestrutura tecnológica nesta semana ao anunciar uma parceria estratégica com a Claro para implementar conectividade avançada. A ambição é transformar o local em uma arena capaz de suportar transmissões simultâneas de alta densidade, operações comerciais ágeis e experiências imersivas para milhares de torcedores.
Segundo Márcio Carvalho, CMO da Claro, o atual momento do entretenimento exige experiências imersivas, seja para quem está na arquibancada ou para quem assiste remotamente em qualquer tela. "Dentro de uma arena moderna, cada jornada do consumidor, da validação digital do ingresso nas catracas, passando pelos sistemas de pagamento de alimentos e bebidas, até o fluxo massivo de dados gerado por redes sociais, exige uma rede plenamente estável e de alta performance", explica.
O diferencial técnico da parceria entre Claro e Nubank Parque, segundo o CMO, é a utilização pioneira no Brasil da tecnologia 5.5G. "Essa frequência é desenhada para ambientes de alta densidade, como os estádios. Embora seu alcance seja naturalmente mais restrito do que as frequências convencionais, essa característica é o que permite oferecer uma capacidade de transmissão exponencialmente superior em espaços confinados", reforça o executivo.
Ainda de acordo com o executivo, um projeto desta magnitude permite que a Claro atenda diferentes públicos de forma totalmente integrada. "O torcedor, por exemplo, conta com acesso constante via Wi-Fi ou rede móvel, enquanto o estádio opera com uma combinação robusta de fibra, rede móvel e rede Wi-Fi para gerenciar todas as suas necessidades operacionais", diz.
Para as emissoras de TV, a infraestrutura oferece capacidade dedicada e qualidade máxima, permitindo a conexão de câmeras sem necessidade de cabeamento, uma solução que já demonstrou eficácia com o uso de câmeras móveis em árbitros durante a Copa do Mundo. "No campo do entretenimento, a rede abre portas para aplicações avançadas, como a implementação de hologramas e a participação remota de músicos em tempo real, preparando o palco para inovações futuras."
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Pacete é jornalista, LinkedIn Top Voices, curador de marketing, tecnologia e inovação do Rio2C e SP2B, além de Consultor de Inovação, Conteúdo e Projetos Especiais da Exame.
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