Barbieri avalia pênalti como determinante em derrota, mas não alivia erros do Juventude

Depois de três meses invicto dentro de casa, o Juventude perdeu para o Athletic por 2 a 0 e deixou a liderança da Série B. O técnico Maurício Barbieri avaliou o pênalti que originou o primeiro gol da equipe mineira como determinante para a derrota, mas não tirou a responsabilidade da equipe que, segundo ele, teve domínio do jogo e desperdiçou chances de abrir o marcador.
– Produzimos para fazer os gols, não conseguimos, não fomos eficientes e acho que defensivamente, até em relação a outros jogos (Atlético-GO e CRB) conseguimos minimizar, ou não deixar que o adversário criasse tanto, mas foram dois erros determinantes, um resultado ruim, mas é o que é, não tem como mudar. Agora precisamos tentar buscar esses pontos fora de casa, em outras situações e circunstâncias.
– É claro que é determinante para o resultado (pênalti). Agora não adianta eu vir aqui e jogar tudo isso na conta deles (arbitragem), a gente tem que assumir nossa responsabilidade – acrescentou.
Raí Silva - Juventude x Athletic — Foto: Fernando Alves/EC Juventude
Apesar de concordar com a marcação, Barbieri qualificou como "incompreensível" os critérios adotados pelo árbitro Savio Perreira e citou pênalti não assinalado por ele em empate contra o Fortaleza, estendendo as críticas ao VAR, que na oportunidade não solicitou a revisão.
– Mais uma vez o mesmo árbitro em um jogo nosso, em casa, tem critérios absolutamente díspares, são incompreensíveis. Lances que são absolutamente semelhantes que ele pelo menos tenha a mesma conduta, se depois ele vai ter outra escolha, ok. Que ele vá no VAR nesse lance e que ele vá no VAR no lance do Fortaleza – criticou Barbieri.
Maurício Barbieri - Juventude — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Para o treinador, a posição do Juventude na tabela e a boa sequência no Brasileirão, tornam a equipe visada e influenciam na postura dos adversários. Apesar de entender que o Juventude foi dominante, admitiu a necessidade de buscar novas alternativas e dinâmicas para furar os bloqueios defensivos.
– Tem uma dinâmica diferente à medida que enfrentamos, principalmente, um adversário que joga entre aspas, sem responsabilidade. Tivemos o domínio, criamos chances e não acho que fomos anulados em nenhuma questão. Alguns jogadores não conseguiram apresentar aquilo que normalmente apresentam e talvez tenha atrapalhado a ansiedade, a expectativa de fazer os gols, a necessidade do resultado.
– Mas reconheço que a gente precisa encontrar alternativas, talvez novas dinâmicas para tentar furar esse bloqueio quando vem jogar aqui, e tentar resultados diferentes – completou.
Esse foi o segundo tropeço seguido dentro de casa e o nono gol sofrido em oito jogos – mais que em todo o primeiro turno. O Juventude caiu para segunda colocação e seca o Vila Nova, nesta segunda-feira, para se manter no G-2. Soma os mesmos 50 pontos que o líder Novorizontino, mas perde no saldo de gols.
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