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Tuesday, September 15, 2026

Agro vive uma 'tempestade perfeita', diz senadora Tereza Cristina

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"O agro vive uma tempestade perfeita, ela chegou. Tivemos secas e enchentes no Rio Grande do Sul, seca em vários lugares do Brasil; temos uma taxa de juros de 15% e o que chega para o produtor agropecuário é mais de 18% ou 20%; os preços das commodities tiveram uma baixa e não voltaram aos patamares de 2020; o problema do dólar, porque quando você faz a sua safra você faz com um dólar e quando você vende se esse dólar cair você perde", enumerou a senadora. E acrescentou: "o produtor rural brasileiro não tem seguro rural, este governo não estimulou, muito pelo contrário. O seguro que já era uma coisa pífia ficou pior ainda. Nós tínhamos 14% de cobertura de seguros nas lavouras brasileiras e hoje temos menos de 3%".

Os dados sobre a crise de inadimplência do agro não surpreenderam Tereza Cristina, uma das ex-ministras do governo Bolsonaro que o candidato do PL costuma consultar para alguns temas — não apenas em matéria de agricultura.

A reação dos bancos, que ajustaram os contratos de financiamento rural para tornar mais fácil a execução de garantias caso as dívidas não sejam pagas, também está sendo acompanhada pela senadora, que se preocupa pelas futuras safras brasileiras.

"O banco quer proteger o capital próprio. Então, quem está endividado vai piorar, porque não tem acesso, vai para o mercado pegar dinheiro com agiota ou pegar dinheiro com as revendas que já também não estão dando porque elas começaram a ficar com problemas. Vai virar uma bola de neve maior ainda", disse Tereza Cristina.

Barreiras europeias

A senadora também vem monitorando com preocupação as barreiras sanitárias aplicadas pela União Europeia (UE) a produtos do agro como carne bovina, aves, pescados e mel. O Brasil continua esperando que a UE retire os os produtos da lista dos barrados para entrar no mercado europeu por descumprimento do regulamento sobre uso de antimicrobianos.

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