ESPN🏀 The 100 best players in men's college basketball right nowESPN DeportesTenemos Juego 7: Dream domina a las Valkyries para forzar un partido decisivo en las Finales de la WNBADaily MaverickEXPLAINER: Reserve Bank data paint mixed picture as inflation comes knockingThe Jerusalem PostADL-Boundless study finds simple messaging aids American in identifying online antisemitismInquirerLPA trough to bring rains to parts of Visayas, Mindanao on Oct. 30ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFThe South African‘That increase is more realistic’: South Africans back the proposed SASSA old-age grant amountBBC MundoCuál fue la posible causa del choque de trenes de alta velocidad que deja al menos 69 muertos en EspañaTechCrunchWhere was my invite to the — wait, what? Airbnb had a gala?RFICovid-19, guerres, inflation: sept années mouvementées pour Christine Lagarde à la tête de la BCECBS SportsFrom last place to the playoffs: How the Philadelphia Union pulled off MLS's most stunning turnaroundE! OnlineWhy Emily Bader Was “Paranoid” About 13 Going on 30 Remake
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, October 29, 2026

Lula vai à COP31 para passar a presidência da conferência e defender legado de Belém

Translate

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai a Antália, na Turquia, para a COP31 no que será o primeiro sinal de continuidade da agenda climática brasileira.

A grande conferência climática acontece de 9 a 20 de novembro e é quando o Brasil passa o bastão da presidência que exerce desde Belém. À frente da COP30, estão o embaixador André Corrêa do Lago, na condução política, e a CEO Ana Toni, na coordenação das ações.

Segundo nota do presidente nacional do PT, Edinho Silva, a viagem deve ocorrer no próximo fim de semana e só depois Lula deve iniciar a montagem da equipe do governo. 

“O presidente foi protagonista em todas as COPs organizadas durante os seus mandatos. Para ele é um evento muito importante", afirmou.

A presença de Lula foi anunciada após telefonema com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ainda em agosto. Esta edição é a primeira com um arranjo duplo entre dois países: a Turquia sedia o evento, e a Austrália preside as negociações.

"Erdoğan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica capaz de ampliar a prosperidade de seus povos diante de tendências protecionistas", informou em nota o governo turco, na época. 

Na bagagem rumo à Turquia, Lula leva um balanço de avanços e pendências. A COP30 fechou com 56 decisões aprovadas por consenso no chamado Pacote Mutirão.

O que ficou de fora do texto final da Convenção da UNFCCC foram dois movimentos inéditos em uma COP: a promessa de um mapa do caminho para abandonar os combustíveis fósseis e outro pelo fim do desmatamento.

++ Leia mais: De Belém a Antália: COP31 estreia comando duplo e herda impasses sobre fósseis e dinheiro

O Brasil os encabeçou como iniciativas paralelas, fora da negociação formal, e conseguiu a contribuição de 115 países e 247 atores não estatais.

É essa saída que o governo quer transformar em legado. Para fechar a gestão, o Brasil deve entregar esses dois documentos e também do relatório do roteiro de Baku a Belém: a primeira atualização do plano para mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático até 2035.

A agenda de florestas já tem um sinal concreto de fôlego. Na segunda-feira, 26, um dia depois da reeleição de Lula, a Holanda anunciou que pretende destinar até US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões), ao longo de dez anos, ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo idealizado pelo Brasil para remunerar países que atuem em prol da preservação.

Com a adesão, os compromissos somam US$ 7,8 bilhões, e faltam US$ 2,2 bilhões para o patamar de US$ 10 bilhões exigido até o fim de 2026. A formalização está prevista para a COP31.

O desafio agora é Brasília

Manter essas agendas vivas depois da troca de comando é, segundo a avaliação da própria presidência brasileira, um dos principais desafios. Por isso, o Brasil costura com a futura gestão turca uma estrutura para dar seguimento aos projetos da agenda de ação.

Mas o teste de Lula não termina em Antália: passa por Brasília.. O Congresso que assume em 2027 terá uma composição menos alinhada às pautas de clima e meio ambiente do que a atual legislatura, segundo análise do Observatório do Clima (OC).

O levantamento mostra que 409 dos 594 deputados e senadores, ou 68,9% do total, estão nas faixas de baixa ou muito baixa convergência ambiental.

No Senado, a mudança é mais acentuada. Dos 81 senadores que integrarão a Casa, 64, ou 79%, aparecem nas duas faixas mais baixas do indicador.

Na prática, Lula vai precisar negociar cada passo de uma pauta que ele mesmo trata como prioridade.

No plano de governo, o termo “mudanças climáticas” aparece 38 vezes e é tratado como emergência, que orienta tanto ações internas (obras de infraestrutura resilientes, geração de renda para quem protege florestas e mananciais, ampliação de ferramentas financeiras para cobrir os custos da crise) quanto externas, como o combate ao desmatamento, a valorização dos povos originários e a bioeconomia.

A principal aposta é o desmatamento líquido zero até 2030, meta que combina conter a derrubada com reflorestamento e recomposição de áreas degradadas.

O plano também trata a crise climática como oportunidade econômica: fortalecer a indústria verde nacional, depender menos de insumos externos e fazer do Brasil um exportador de soluções para a transição aproveitando seus potenciais.

Parte do caminho, porém, já está bem trilhado. O Plano Clima reúne oito planos de mitigação, 16 de adaptação e cinco estratégias transversais, e programas como o AdaptaCidades já avançam para aumentar a resiliência nas cidades. É essa base, mais a promessa de uma indústria verde, que Lula terá de defender diante de um Congresso mais hostil. 

A COP31 abre uma sequência de compromissos internacionais depois de meses de campanha pelo Brasil. Há ainda a expectativa de que Lula aproveite a viagem para ir às Filipinas, onde o governo avalia sua participação na abertura da cúpula da Asean, também em novembro.

Em dezembro, estão previstas a Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no dia 4, e a do G20, em Miami, no dia 14, que será o primeiro encontro com Donald Trump após a reeleição.

  • Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas

    1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)

  • Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros

    2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)

  • Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30

    3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)

  • 4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)

  • Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30

    5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)

  • Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico

    6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)

  • Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência

    7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)

  • Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas

    8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)

  • Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém

    9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)

  • 10/10 (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.