Dia Mundial do AVC: conheça os sinais de alerta e boas práticas de prevenção
O Dia Mundial do AVC, celebrado nesta quinta-feira, 29, chama a atenção para os riscos do acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame. A condição ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe.
O AVC pode provocar sequelas permanentes e levar à morte. Por isso, reconhecer os primeiros sintomas e procurar atendimento médico imediatamente é fundamental para reduzir os riscos.
Segundo orientações divulgadas pelo HCor – Hospital do Coração, o controle da pressão arterial e a adoção de hábitos saudáveis estão entre as principais medidas de prevenção.
Quais são os primeiros sintomas de AVC?
Os sinais de um acidente vascular cerebral costumam surgir repentinamente e podem afetar diferentes funções do organismo. Entre os principais sintomas estão:
- Fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo;
- Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem;
- Confusão mental;
- Alterações na visão;
- Perda de equilíbrio, tontura ou dificuldade para caminhar;
- Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente.
Ao identificar qualquer um desses sinais, é necessário buscar atendimento de emergência imediatamente, mesmo que os sintomas desapareçam.
Qual é a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico?
Existem dois tipos principais de acidente vascular cerebral: isquêmico e hemorrágico.
O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída ou apresenta redução brusca do fluxo sanguíneo, impedindo que determinada região receba oxigênio adequadamente. Já o AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando sangramento no cérebro.
De acordo com o HCor, aproximadamente 85% dos casos são isquêmicos, enquanto os hemorrágicos representam cerca de 15%. A identificação do tipo de AVC é essencial para definir o tratamento adequado.
O que aumenta o risco de sofrer um AVC?
A hipertensão arterial está entre os principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral. Segundo o neurologista Robson Fantinato, do HCor, a pressão elevada e sem controle pode enfraquecer as paredes dos vasos sanguíneos ao longo do tempo.
Em situações graves, esse processo pode contribuir para a ruptura de um vaso e provocar uma hemorragia cerebral. Outras condições, como diabetes, colesterol elevado e fibrilação atrial, também estão associadas ao risco de AVC.
A fibrilação atrial é uma arritmia que provoca batimentos cardíacos irregulares e pode favorecer a formação de coágulos capazes de alcançar o cérebro.
Como prevenir um AVC?
A prevenção envolve o acompanhamento das condições de saúde e a adoção de hábitos que ajudam a reduzir os fatores de risco. Entre as principais recomendações estão:
- Controlar a pressão arterial;
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Não fumar;
- Limitar o consumo de álcool;
- Acompanhar os níveis de colesterol e glicose;
- Procurar avaliação médica para identificar e tratar fatores de risco.
O controle da hipertensão merece atenção especial, pois a pressão elevada pode permanecer sem sintomas durante longos períodos.
Quanto tempo uma pessoa tem para receber atendimento?
O tratamento do AVC depende do tipo de ocorrência e do tempo decorrido desde o início dos sintomas. Em casos selecionados de AVC isquêmico, medicamentos trombolíticos podem ser utilizados para dissolver o coágulo responsável pela obstrução.
A indicação depende de avaliação médica e de exames que identifiquem o tipo de acidente vascular cerebral.
Não é necessário esperar para verificar se os sintomas melhoram. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir danos ao cérebro.
No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192.
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