Daily MaverickTrump says Iran won’t make deal he thinks is needed, threatens to bomb OmanInquirer20 rescued after passenger boat capsizes off Romblon townוואלהזמביה: הנשיא היצ'ילמה זכה בכהונה שניהESPN DeportesArmando 'Hormiga' González, la inesperada transferencia tras Mundial 2026PunchUN, NSCDC move against terror funding, Illegal miningThe Jerusalem PostJerusalem Reform synagogue vandalized, Pride flags torn down in latest attackESPND-backs put Marte on restricted list after no-showLe DevoirLe plus haut tribunal de l’Ontario autorise le gouvernement Ford à retirer des pistes cyclablesInquirer EntertainmentRuby Ruiz, Pokwang tie for Best Actress at Cinemalaya 2026Screen Rant5 K-Dramas Every Action Thriller Fan Needs To Watch At Least OnceLenta.ruБПЛА попал в склад в ПодмосковьеStraits Times SportLiverpool's new-look defence will take time to gel, says Van Dijk
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, August 18, 2026

Petrobras vê Margem Equatorial como caminho para repor reservas do pré-sal

Translate

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta segunda-feira (17) que a descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá, reforça as expectativas da companhia sobre o potencial petrolífero da Margem Equatorial e pode, caso a viabilidade comercial seja confirmada, ajudar a compensar no futuro o declínio da produção do pré-sal.

Na sexta-feira (14), a Petrobras anunciou que descobriu hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá. A entrevista ocorreu após uma comitiva que visitou à sonda NS-42, que faz a pesquisa exploratória no poço Morpho, em águas profundas do Amapá, na margem equatorial brasileira. Chambriard acompanhou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre.

“Descobrimos óleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59. É uma descoberta fruto de anos de trabalho, com tecnologia embarcada e muitos investimentos, e confirmou o potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Estado do Amapá”, disse Magda durante entrevista coletiva.

A descoberta ocorre em um momento em que a Petrobras busca novas fronteiras exploratórias capazes de sustentar a reposição de suas reservas de petróleo e gás nas próximas décadas. Atualmente, cerca de 80% da produção da companhia vem do pré-sal. Segundo Magda, a abertura de novas áreas é necessária diante da perspectiva de declínio futuro da produção desses campos.

“Confirmando nossas expectativas, e tudo dando certo, é que temos o condão de produzir uma área que pode ajudar a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil a partir do declínio da produção do pré-sal”, afirmou.

O pré-sal foi determinante para o crescimento da produção brasileira de petróleo e ajudou a transformar o produto em um dos principais itens da pauta de exportações do país. A estratégia da Petrobras é encontrar novas reservas que possam entrar em produção à medida que os campos atualmente responsáveis pela maior parcela da produção nacional avancem em seu ciclo de maturação.

A exploração da Margem Equatorial também faz parte, segundo a companhia, de uma estratégia de descentralização dos investimentos da Petrobras, historicamente concentrados no Sudeste, principalmente nas bacias de Campos e Santos.

Apesar do resultado no poço Morpho, Magda ressaltou que a identificação de petróleo ainda não permite estimar quanto poderá ser produzido no local. A descoberta representa uma etapa inicial do processo exploratório. A Petrobras ainda precisa realizar estudos e novas perfurações para dimensionar os reservatórios e determinar se há volumes de petróleo suficientes para justificar economicamente o desenvolvimento da área.

“Esperamos muitos reservatórios”, afirmou a presidente da Petrobras, ao destacar que a companhia ainda possui outros poços previstos para serem perfurados na região.

O Morpho, de identificação técnica 1-BRSA-1405-APS, está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. A presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas durante a perfuração.

Segundo Magda, a perfuração do poço ocorre desde outubro de 2025 e custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia. Depois de cerca de 300 dias de operação, o investimento associado à perfuração estaria, portanto, próximo de US$ 300 milhões.

A Petrobras é operadora e possui 100% de participação no bloco FZA-M-59. A área foi adquirida na 11ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada em 2013, sob o regime de concessão.

A Margem Equatorial brasileira reúne cinco bacias sedimentares ao longo do litoral das regiões Norte e Nordeste e é considerada uma das principais apostas da indústria de petróleo para a abertura de novas fronteiras exploratórias no país. Segundo a empresa, existem atualmente 32 blocos na região.

Plano emergencial

A presidente também procurou destacar as medidas ambientais adotadas pela Petrobras para realizar a campanha exploratória na costa do Amapá. Segundo ela, não houve acidentes durante a fase de exploração até agora.

“Estamos ofertando o maior plano emergencial individual já visto para perfuração de águas profundas”, afirmou.

A Petrobras investiu aproximadamente R$ 150 milhões na montagem de um complexo de proteção e resposta ambiental relacionado às atividades exploratórias na região.

A questão ambiental foi um dos principais obstáculos enfrentados pela companhia para avançar com a exploração na Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras ainda trabalha na complementação de solicitações feitas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Mesmo com a identificação de hidrocarbonetos, a companhia ainda terá de percorrer um longo processo antes de saber se o FZA-M-59 poderá se transformar em um novo polo produtor. Os próximos trabalhos deverão buscar delimitar a extensão dos reservatórios, avaliar a qualidade das acumulações encontradas e calcular os volumes recuperáveis.

Somente depois dessas etapas será possível determinar se a descoberta é comercial e, em caso positivo, avaliar os investimentos necessários para colocar a área em produção.

View the original on CNN Brasil

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.