Documentário sobre o julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur está em desenvolvimento

O filme vai acompanhar o julgamento de Duane “Keffe D” Davis, condenado pela morte do ícone do hip hop em 1996
Althea Legaspi
Um documentário sobre o julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur, que levou à condenação de Duane “Keffe D” Davis, está em desenvolvimento.
Segundo o The Hollywood Reporter, o filme dirigido por Marian Mohamed vai reconstituir o julgamento em Las Vegas no qual o júri considerou Davis culpado em 30 de agosto, condenando-o por homicídio qualificado (first-degree murder) no assassinato, ocorrido há quase 30 anos, do ícone do hip hop. O documentário de true crime, que trará entrevistas com integrantes da família Shakur, deve estrear no Sky Documentaries e na plataforma de streaming NOW em 2027.
O irmão e colaborador do rapper, Mopreme Shakur, está entre os participantes do filme, ao lado de outras pessoas próximas de Tupac. A produção também deve incluir imagens e fotos inéditas fornecidas pela família e por pessoas de confiança do artista. O documentário vai começar no primeiro dia de apresentação de provas e acompanhará o julgamento até o veredito e a sentença de Davis, marcada para 13 de outubro.
“Quero que este filme dê voz a uma família que não está apenas de luto, mas que retomou a autonomia sobre como o assassinato de Tupac é visto”, disse Mohamed, em comunicado ao THR, sobre o documentário. “Mais importante: quero que este filme faça as pessoas rirem, chorarem e discutirem. Quero que quem assistir se conecte emocionalmente não apenas com a história de como Tupac morreu, mas com quem ele era.”
O assassinato de Shakur, em 1996, foi uma das mortes não solucionadas mais notórias da história da música. O júri em Las Vegas levou apenas três horas para condenar Davis por homicídio qualificado, um veredito comemorado pela família de Shakur, que estava presente quando a decisão foi lida. Questionado se tinha alguma mensagem para a família do rapper, Davis disse ao The Hollywood Reporter: “Não tenho nada a dizer para eles. Não gostei da forma como eles estavam me olhando — como se estivessem prontos para me bater. E não gostei do jeito como os promotores continuavam levando eles para a sala dos fundos, onde o júri estava. Aquilo me pareceu tendencioso”.
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