Tereza Cristina descarta disputa direta com Rogério Marinho pela presidência do Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou que não enfrentará o senador Rogério Marinho (PL-RN) na eleição para a presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027.
A jornalistas em São Paulo, a parlamentar afirmou que mantém uma estratégia conjunta com Marinho e que a definição sobre qual candidatura será mantida ocorrerá posteriormente, sem prazo ou critérios pré-determinados.
“Eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho”, afirmou a senadora. Tereza disse que a escolha será feita com “maturidade”, mas não estabeleceu prazo nem apresentou um critério definitivo para a decisão. “Nós vamos sentar com maturidade para tomar essa decisão. Mas está cedo ainda. É pouco tempo, mas é uma eternidade de hoje até 1º de fevereiro”, disse.
A declaração ocorre em meio à articulação de Marinho para disputar a presidência do Senado. A senadora também tem sido alvo de pressões para abrir mão da candidatura.
A declaração foi dada após Marinho ter lançado oficialmente sua candidatura ao comando da Casa. Tereza Cristina pontuou que seu objetivo inicial é ser a primeira mulher a presidir o Senado, mas ressaltou que a manutenção de seu nome depende da contagem de votos e do apoio de outros senadores.
Sem conversas com Flávio
Ela mencionou que informou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre esse projeto político durante conversas em que foi convidada para compor sua chapa como candidata a vice-presidente.
A senadora informou que pretende agendar reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com Flávio Bolsonaro para apresentar sua avaliação sobre o cenário eleitoral da Casa.
Sobre Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina declarou que não conversou com o parlamentar desde a fuga do candidato derrotado à Presidência aos Estados Unidos. Flávio anunciou que irá participar de um evento conservador em Mar-a-Lago nesta quinta-feira.
“Ele é uma voz da direita e ele tem todo o direito de emitir as suas opiniões e liderar”, afirmou a jornalistas. “Eu não conversei com ele depois que ele foi para os Estados Unidos.” Questionada sobre o papel de Flávio na oposição ao governo brasileiro, Tereza lembrou sua participação na eleição presidencial, mas direcionou a resposta à articulação para o comando do Senado, na qual atua ao lado de Rogério Marinho (PL-RN). “Hoje nós estamos numa outra agenda, e a agenda é uma agenda muito particular. Claro que ela envolve a direita, envolve a oposição”, disse.
Segundo ela, os dois senadores trabalham em conjunto em torno das pautas que defendem. Flávio tem participação anunciada em um evento conservador em Mar-a-Lago, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira.
Tereza afirmou que pretende conversar tanto com Flávio quanto com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a eleição da Casa. Ressaltou, porém, que a articulação precisa se concentrar principalmente nos parlamentares que participarão da votação. “Vamos conversar no melhor momento, conversar com o Flávio Bolsonaro, conversar com o presidente Jair Bolsonaro, mas principalmente conversar com os senadores, que são quem têm votos e irão nos eleger”, afirmou.
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