Após perder cinco bebês, mãe se emociona ao ter gêmeas: 'Sempre tive o sonho'

Depois de perder cinco bebês por causa de complicações na gestação, Joana Stefane Domingos, de 36 anos, se emocionou ao ter as gêmeas Melinda e Manuela. Joana disse que sempre sonhou em ser mãe e, depois de momentos complicados e até depressão por causa das perdas, ela comemora o resultado da Fertilização in Vitro (FIV), em que os dois embriões implantados se desenvolveram.
Segundo Joana contou ao g1, a primeira gestação aconteceu quando ela estava no primeiro casamento e foi uma gravidez anembrionária, que acontece quando o óvulo é fertilizado, mas o embrião não se desenvolve. As demais gestações aconteceram com o atual esposo, Thiago César Augusto da Silva, de 34 anos. Entre as complicações, ela chegou a perder uma das trompas, ficou com a outra machucada e chegou a pensar em adotar, até que veio a opção da fertilização (FIV).
O casal mora em Goiânia, e Joana conta que ouviu de um médico sobre a possibilidade da FIV. Ela disse que resolveu tentar e, como o procedimento não faz parte da cobertura do plano de saúde, a fertilização foi feita de forma particular, com o acompanhamento pelo mesmo médico através do plano de saúde.
"Fiz a fertilização e engravidei de primeira. Coloquei dois embriões e os dois implantaram. A gente sabe que a gente coloca dois para ter a chance de um evoluir. A chance dos dois evoluírem é muito pequena, mas Deus é tão bom, misericordioso, que os dois evoluíram", disse.
LEIA TAMBÉM:
Joana relatou que foi uma gestação muito esperada e que no sexto dia já estava fazendo o teste, e afirmou que foi um dos dias mais felizes da vida dela. "Eu não sei mensurar o quanto eu fiquei feliz, o quanto eu desejei, chorei, orei, o quanto eu pedi por isso", disse emocionada.
A mamãe contou também sobre os momentos difíceis que enfrentou durante a gravidez. De acordo com ela, foi uma gestação muito conturbada em que passou muito mal, chegou a passar por infecção e, com 12 semanas, precisou ficar internada para tomar um antibiótico. "Com 19 semanas, a gente descobriu que a Manuela tinha restrição de crescimento seletivo. E aí a gente começou uma luta constante".

Agora no g1
Segundo Joana, o parto das gêmeas foi prematuro e, depois de niavarem [ou depois de nascer, as meninas], as meninas precisaram ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) — Melinda por 32 dias e Manuela, que chegou a pesar apenas 600 gramas, ficou por 64 dias. Joana teve pré-eclâmpsia e também precisou de cuidados especiais após o parto, ficando internada por 10 dias. Ela relatou como foram esses momentos:
"A UTI é o lugar onde é testada toda sua fé, o lugar em que você se sente mais impotente, olha seu bebê na incubadora e não pode fazer nada, somente ter fé. Foram, assim, os dias mais desafiadores pra mim: ir embora de colo vazio. Ninguém te prepara pra isso, ir embora e não saber se minhas filhas estariam vivas no outro dia foram os dias mais longos que já vivi", disse.
Hoje a família está bem e recuperada. A mãe conta que as filhas estão crescendo saudáveis e completaram 5 meses. Manuela está pesando quase 4 quilos e Melinda se aproxima dos 6 quilos, ambas com desenvolvimento excelente, disse Joana.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.