Zelensky busca apoio europeu após desafiar exigência dos EUA
Durante sua reunião com Macron, Zelensky afirmou que o Kremlin havia lançado "um novo e desprezível ataque com drones contra a infraestrutura energética ucraniana" na cidade de Lutsk, o que causou apagões.
"A Rússia ignorou de forma flagrante a proposta do presidente americano de uma trégua energética, e se aproveita agora dos problemas de funcionamento da Starlink para causar a destruição máxima de tudo o que sustenta a vida cotidiana", publicou o ucraniano em suas redes sociais.
O Kremlin, por sua vez, acusou hoje a Ucrânia de frustrar os esforços de paz dos Estados Unidos com a retomada dos ataques contra refinarias. Segundo o governo russo, uma refinaria de petróleo em Riazan, ao sul de Moscou, foi atingida em um "ataque em grande escala".
Em entrevista à rede Newsmax, Donald Trump classificou hoje como "uma vergonha" a retomada dos ataques da Ucrânia contra refinarias russas e ressaltou que essa ofensiva encarece os preços mundiais da energia. Também afirmou que Volodymyr Zelensky está menos disposto do que o presidente russo a chegar a um acordo para encerrar a guerra.
Moradores de Kiev disseram à AFP que percebem uma mudança na postura de Washington em relação à Ucrânia. "Que vivam aqui por dois ou três dias. Todos esses ataques noturnos, o que as pessoas vivem aqui, a falta de luz. Talvez, então, vejam as coisas de outra forma", disse Alyona Nikitina, 30.
A Ucrânia denunciou nesta semana restrições no uso do Starshield, o que prejudica grande parte de sua defesa antiaérea e de suas operações com drones. A situação também coloca em dúvida o apoio americano ao país, devastado por anos de guerra.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.