Três pontos que merecem atenção na live de Lula com Janones

Também ficou evidente que Janones goza de muito prestígio junto ao presidente — foi até chamado para a viagem internacional da próxima semana —, mas não será ministro do governo Lula 4, como o deputado já havia afirmado. Ele disse, ao lado do presidente, que quer fazer a defesa do governo no Congresso e continuar como "general" do "Exército do Lula", grupo criado nas redes sociais que tem, no WhatsApp, mais de 10,5 milhões de participantes.
O desafio é manter o "exército" em ação. Sobre isso, Janones afirmou que a manifestação nas redes será para impedir que a oposição, que terá maioria no Congresso, tente tornar Lula "refém". Para manter o movimento ativo, Janones pediu que o presidente faça lives semanais.
Outro ponto que merece atenção foi a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, a única convidada para a live, justamente no dia em que a ministra viveu um revés, com uma manifestação de centenas de artistas que pedem mudança no comando e nas políticas da pasta. Margareth afirmou que implementou políticas públicas em todos os municípios, mas as críticas foram feitas por cineastas, bailarinos, atores e produtores culturais. Um dos signatários do manifesto é o próprio biógrafo de Lula, Fernando Morais.
Foi uma demonstração de prestígio da ministra, que é apoiada também pelo grupo liderado pela produtora cultural Paula Lavigne e por Janja. Mas não significa que Margareth será mantida ou resistirá ao movimento que se insurge contra ela.
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