וואלהבכירים במפלגתו של קנצלר גרמניה הביעו בו תמיכה על רקע הלחץ להתפטרESPNTransfer rumors, news: Barça, Madrid believe Haaland could leave Man City next summerThe Jerusalem PostIDF arrests Iran's Press TV journalist in West Bank, hands her to police, source confirms to 'Post'UN NewsThe world comes to New York: What’s at stake at UN General Assembly high-level weekRTP DesportoOpen de Portugal promovido à primeira divisão do golfe europeuBollywood HungamaAmit Sadh’s Pratap to release in theatres on November 20, 2026; FIRST look unveiledPunchPublic appointments should be based on competence – PRP chieftainInquirerEjercito vows to ensure funding for major railway projectsDigital SpyEmmerdale's Joe Tate to face new revenge plan after Ruby burialVilaWebEl Partit Demòcrata Europeu recorda a Llarena que ha d’aplicar la llei europea i amnistiar PuigdemontBBC NewsCarney's new love-in with EU has everything to do with TrumpGolem.deElon Musk fordert: Unternehmen sollen ihre KI-Systeme gegenseitig prüfen
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, September 16, 2026

Brasil estagna em 72º no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial

Translate

O Brasil estagnou no ranking global de igualdade de gênero organizado pelo Fórum Econômico Mundial e se manteve na 72ª posição entre 145 economias no mundo. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (16), o país recuou 0,4 ponto percentual em relação ao ranking do ano passado, com uma pontuação de 71,5%.

O índice, que vai de 0 a 100%, mede a distância que cada país ainda precisa percorrer até alcançar a paridade plena entre homens e mulheres.

Apesar da estabilidade no ranking geral, o Brasil é um dos países que mais avançaram no recorte de empoderamento político. Desde 2006, o país subiu 15,8 p.p. no quesito —a maior evolução entre os quatro principais pilares do estudo, que mede a realização educacional, saúde e sobrevivência, participação e oportunidade econômica, e empoderamento político.

Neste período de 20 anos de dados do levantamento, a participação das mulheres nas casas legislativas pelo país mais do que dobrou, saindo de 9,4% para 20,7%. Essa medida considera a proporção entre homens e mulheres eleitos, e não a fatia bruta de cadeiras, segundo o estudo.

A presença feminina em ministérios triplicou, saindo de 12,9% para 40,9%.

Mesmo com o avanço no recorte temporal de longo prazo, houve uma queda de 2,1 pontos na mesma métrica na comparação com o levantamento do ano passado.

No quesito da realização educacional, o Brasil manteve paridade completa entre os gêneros pelo segundo ano seguido. Segundo o levantamento, a matrícula no ensino básico saltou de 94% em 2006 para 100% neste ano.

A situação é semelhante na saúde, com o país fechando o índice de paridade em 97,7%.

Já na participação econômica, métrica que mede emprego, renda e cargos de liderança ocupados por homens e mulheres, o Brasil fechou sua participação em 66,6% —patamar semelhante ao do ano passado, porém 6,2 pontos acima da pesquisa do Fórum em 2006.

De acordo com o estudo, o avanço na dimensão econômica foi puxado pela renda estimada das mulheres, hoje em 62,2% de paridade, e pela presença feminina entre legisladores, altos funcionários e gerentes de empresas públicas e privadas, que saiu de 58,7% para 66% em 20 anos.

O estudo divulgado nesta quarta marca os 20 anos de avanços na paridade de gênero e mostra cenários de evolução ainda incipientes e longe do ideal. Segundo o Fórum Econômico Mundial, a projeção é de que, se nada for feito, a paridade plena entre homens e mulheres só será alcançada daqui a 120 anos.

O ponto destacado pela entidade como o mais preocupante é justamente o empoderamento político das mulheres, dimensão que teve o maior ganho absoluto entre os pilares da pesquisa desde 2006, mas que hoje mostra sinais de reversão.

C-Level

Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões

A fatia de países liderados por uma mulher como chefe de Estado ou de governo atingiu o pico de 27% em 2022, o maior nível em meio século, mas recuou desde então para os patamares registrados em 2016.

O relatório também aponta que esse aparente ganho de protagonismo feminino na política pode ser visto de forma lateral: em gabinetes ministeriais, apenas 1 em cada dez postos ocupados por mulheres é considerado de alta influência (como finanças, defesa ou relações exteriores).

Um dos pontos de maior fragilidade universal está na liderança corporativa e na área de tecnologia. As mulheres ocupam 19,1% dos cargos de CEO no mundo, e apenas um quarto das posições de CFO (diretor financeiro) e COO (diretor de operações) —as portas de entrada mais comuns para o topo—, contra dois terços em recursos humanos.

Na área de tecnologia, a fatia cai para menos de 20% em CIO (diretor de tecnologia da informação) e menos de 10% em CTO (diretor de tecnologia).

Nesse recorte, feito com dados coletados em parceria com o LinkedIn, a presença feminina no mercado de trabalho geral é de 41,8%, mas cai para 29,6% em posições de alta gestão. A representação de mulheres cai pela metade das posições de entrada na carreira (46%) até o nível C-Level (23%).

"A paridade de gênero não é um aspecto periférico aos desafios que temos pela frente. Ela é fundamental para o desenvolvimento humano e para liberar o talento, a inovação, a criatividade e a resiliência de que as economias precisarão para navegar nesta nova era", afirma no relatório Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial.

"Os últimos 20 anos demonstraram que as disparidades de gênero podem ser reduzidas. O desafio para os próximos 20 anos é acelerar esse processo. À medida que uma nova era econômica ganha forma, temos a oportunidade de garantir que suas instituições, tecnologias e fontes de crescimento aproveitem o talento de todas as pessoas."

No ranking geral, a Islândia é o único país a superar a marca de 90% em paridade e lidera pelo 17° ano consecutivo. Em seguida estão Finlândia (87,2%), Noruega (85,7%), Namíbia (84,5%), e Reino Unido (84,2%).

Fecham o top 10 a Nova Zelândia (82,8%), Suécia (82,3%), Austrália (81,9%), Alemanha (81,7%) e Irlanda (81,4%).

Na ponta dos piores países do ranking estão Chade (57,8%), Irã (58,5%), Paquistão (59,5%), República Democrática do Congo (59,5%) e Argélia (61,8%).

Entre as regiões, América Latina e Caribe ocupam o terceiro lugar global, com 74,5% de paridade, atrás da Europa (75,7%) e da América do Norte (75,2%). A região latina lidera o mundo nos pilares de saúde e sobrevivência (97,7%) e aponta a trajetória de longo prazo mais rápida entre todas, ainda que, no ritmo atual, precise de 60 anos para fechar o hiato de paridade.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.