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Monday, September 28, 2026

Negociações de soja e milho no Brasil enfrentam resistência de produtor

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A resistência dos produtores em negociar e as preocupações com o clima marcam os mercados brasileiros de soja e milho, mas têm efeitos diferentes sobre os preços. Enquanto a menor oferta mantém as cotações da oleaginosa firmes, o cereal registra apenas pequenos ajustes, diante de uma demanda pontual e da expectativa de maior disponibilidade para negociação nas próximas semanas.

No mercado da soja, os produtores evitam vender grandes volumes tanto para entrega imediata, com os estoques remanescentes da safra 2025/26, quanto em contratos a termo da temporada 2026/27, como mostra o boletim do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) divulgados nesta segunda-feira (28).

A postura restringe a oferta e dá sustentação aos preços domésticos da oleaginosa.

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Segundo o Cepea, as preocupações com os possíveis impactos do El Niño no desenvolvimento da nova safra e a valorização do dólar frente ao real também contribuíram para manter os "valores firmes" nos polos de negociação.

A soja conta, ainda, com suporte internacional. Especulações sobre acordos entre China e Estados Unidos elevaram as cotações nos últimos dias, enquanto a valorização do farelo reforçou esse movimento, de acordo com o centro de pesquisas.

No milho, a incerteza climática também leva agricultores a limitar a oferta no mercado à vista. Após chuvas excessivas no Sul e no Sudeste, os produtores avançam com a semeadura atentos às condições meteorológicas dos próximos meses.

A cautela, porém, aparece dos dois lados da negociação. Compradores relatam ter estoques suficientes para o curto prazo e mantêm aquisições pontuais, o que ajuda a explicar as pequenas oscilações de preços na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Além disso, consumidores avaliam que a maior disponibilidade atual do cereal, o ritmo lento das exportações e o avanço dos trabalhos de campo no Brasil e nos Estados Unidos podem levar produtores a ampliar as vendas nas próximas semanas. Caso essa expectativa se confirme, o aumento da oferta para negociação poderá refletir em queda das cotações.

Embora o clima seja uma preocupação comum aos dois mercados, a demanda diferencia o comportamento dos preços: na soja, a oferta restrita encontra apoio no câmbio e no cenário externo; no milho, os estoques dos compradores e a expectativa de novas vendas limitam a sustentação dos valores.

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