PF investiga possíveis crimes eleitorais ligados ao transporte de eleitores
A Polícia Federal (PF) investiga possíveis crimes eleitorais relacionados ao transporte de eleitores durante o 2º turno das eleições presidenciais, segundo informou neste domingo, 25. A corporação relatou que as apurações buscam esclarecer eventuais condutas que tenham impedido ou dificultado o exercício do voto.
Em entrevista coletiva realizada hoje, o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali, afirmou que a instituição acompanha denúncias de problemas de mobilidade em São Paulo, Alagoas, Piauí, Sergipe e Bahia.
"O inquérito, até agora, em Sergipe, que foi instaurado, e os outros, nesse momento, estão em apuração", de acordo com Cali. Ele disse, ainda, que a PF já realiza diligências e coleta depoimentos de pessoas diretamente envolvidas no fornecimento de transporte.
As investigações também buscam esclarecer possíveis casos de ocultação de meios de transporte e ações para dificultar o acesso ao voto. Os procedimentos são conduzidos em articulação com os tribunais regionais eleitorais (TREs), o Ministério Público Federal (MPF) e outras forças de segurança.
Nos casos em que forem identificados indícios de crime, as informações poderão resultar na abertura de novos inquéritos.
Retenção de ônibus e decisões judiciais
Durante a coletiva, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, que representou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou relatos de problemas de mobilidade e retenção de frotas de ônibus, especialmente em Salvador, na Bahia.
Informações recebidas dos estados apontaram dificuldades de deslocamento, levando a decisões judiciais que determinaram a circulação de veículos de transporte coletivo. A investigação será para identificar eventuais responsáveis que prejudicaram o acesso dos eleitores aos locais de votação.
Garcia também mencionou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de prorrogar o horário de votação, relacionando a medida aos problemas de mobilidade relatados durante o dia.
PF registra três inquéritos no balanço geral
No balanço geral das ocorrências eleitorais apresentado na coletiva, a Polícia Federal informou a instauração de três inquéritos policiais e a condução de 56 pessoas durante o 2º turno.
Já o balanço das forças de segurança apontou 413 ocorrências criminais relacionadas às eleições até as 17h deste domingo, contra cerca de 1.400 registros no 1º turno. A violação do sigilo do voto foi a ocorrência mais frequente, com 149 registros em todo o país.
O levantamento também indicou 90 prisões em flagrante e a apreensão de uma arma de fogo no 2º turno.
Polícia Rodoviária Federal: interdições em rodovias
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Oliveira, informou que foram registradas 27 interdições em rodovias durante o domingo, sendo oito totais e 19 parciais.
Quatro interdições permaneciam vigentes no momento da coletiva, relacionadas a problemas provocados pelas chuvas. Ele pontuou que todas contavam com rotas alternativas e que a corporação não havia recebido informações de eleitores impedidos de votar em decorrência dos bloqueios.
A PF informou que, até o momento da coletiva, não havia recebido encaminhamentos relacionados a possíveis crimes eleitorais no Paraná e em Santa Catarina.
Questionada sobre mais detalhes, a Polícia Federal respondeu ao pedido desta reportagem e destacou que "as informações que podemos divulgar no momento são estas", a partir da seguinte nota na íntegra abaixo.
"A PF investiga possíveis crimes eleitorais relacionados ao transporte de eleitores durante a votação deste domingo (25/10). As apurações buscarão esclarecer eventuais condutas que tenham impedido ou dificultado o exercício do voto, previstas nos artigos 297 e 304 do Código Eleitoral."
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