Corinthians paga R$ 16,4 milhões em cinco meses de RCE, mas dívida chega a R$ 237,4 milhões

O Corinthians divulgou os valores atualizados do plano de pagamento do RCE (Regime Centralizado de Execuções). O clube informou ter pago R$ 16,4 milhões nos cinco primeiros meses do acordo, mas a dívida subiu de R$ 224,9 milhões para R$ 237,4 milhões por causa dos juros.
O empresário Giuliano Bertolucci é o maior credor do clube, com R$ 86,9 milhões a receber, seguido pela empresa RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda, com R$ 31,4 milhões, e pela Talents Sports Ltda, com R$ 24,5 milhões.
Mesmo com cinco parcelas já pagas, a dívida aumentou por causa da correção pela Selic e da inclusão de valores adicionais devidos a dois credores listados no RCE.
Antes do início dos pagamentos, o Corinthians calculava a dívida do RCE em R$ 190,8 milhões. Na quitação da primeira parcela, o valor já havia subido para R$ 227,9 milhões.
O plano homologado pela Justiça contempla processos judiciais cíveis com execuções em andamento contra o clube.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, em entrevista ao ge — Foto: Vitor Chicarolli
O montante inclui dívidas cobradas na Justiça por empresários, fornecedores e jogadores com direitos de imagem a receber, entre outros. Neste pacote não entram dívidas tributárias, nem o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal.
Os valores são referentes a 40 processos judiciais para pagamento a 23 credores.
5 maiores credores no RCE do Corinthians
| Credor | Saldo a pagar (em 28/7/2026) |
| Giuliano Pacheco Bertolucci + Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva Ltda | R$ 86.927.409,11 |
| RC Consultoria e Assessoria Esportiva Ltda | R$ 31.451.461,73 |
| Talents Sports Ltda | R$ 24.502.578,79 |
| Andre Cury + Adriana Cury + Link Assessoria Esportiva e Propaganda Ltda | R$ 21.727.219,42 |
| Fair Play Football Association Participações Ltda | R$ 21.485.409,98 |
O Corinthians tem dez anos para quitar as dívidas. As parcelas mensais são progressivas: 4% das receitas recorrentes do clube no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro. Os valores das parcelas são baseados nas receitas recorrentes do clube.
Com o RCE, o Corinthians evita os bloqueios recorrentes de valores em contas bancárias registrados nos últimos anos.
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