Deltan diz que recorrerá de suspensão e liga ministro do TSE a Moraes

A defesa de Dallagnol afirma que a liminar foi concedida em um procedimento sigiloso e sem que o candidato fosse ouvido antes. A equipe jurídica da campanha diz que ainda não teve acesso integral ao pedido que embasou a tutela cautelar.
A decisão do ministro Floriano, do TSE, determinou a suspensão imediata de atos de campanha. A medida impede o candidato de pedir votos, participar de debates e veicular propaganda no rádio e na televisão, além de restringir o uso de recursos públicos, até o caso ser analisado pelo plenário do TSE.
Equipe jurídica sustenta que o registro de candidatura segue válido no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Por isso, diz que a liminar suspende a campanha, mas não retira o candidato das urnas enquanto não houver decisão colegiada do TSE.
Quando uma candidatura com registro aprovado é interrompida por uma decisão individual, tomada em um procedimento sigiloso ao qual o próprio candidato ainda não teve acesso integral, o alerta não é sobre uma candidatura, é sobre o país.
Hoje é a minha candidatura. Amanhã pode ser qualquer cidadão diante do poder do Estado. A lei não pode mudar conforme o nome que está diante dela. A democracia depende de instituições que não apenas cobrem confiança da população, mas façam por merecê-la todos os dias.
Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná
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