Polícia Judiciária merece confiança de 59% dos portugueses

As polémicas que envolvem o atual ministro da Administração Interna, e ex-diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, fizeram aumentar a preocupação na sociedade, e inclusivamente no Governo, quanto ao impacto na confiança daquela instituição. Contudo, uma sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, divulgada esta segunda-feira, mostra que 59% dos inquiridos têm uma confiança grande ou muito grande na PJ — uma avaliação positiva só superada pela confiança dos portugueses nas Forças Armadas. No fundo da tabela, surge o Governo.
No total, 15% dos inquiridos pelo estudo de opinião dizem ter um grau de confiança ‘muito grande’ na PJ, enquanto 44% têm um grau de confiança ‘grande’ naquela força policial. Por outro lado, 27% têm uma confiança ‘pequena’ e 10% ‘muito pequena’. A sondagem, com cerca de 500 entrevistas, foi realizada entre os dias 14 e 15 de setembro, mais de dois meses após terem sido tornados públicos os primeiros casos a envolver o atual ministro da Administração Interna.
Recorde-se que a sucessão de polémicas começou com uma investigação da CNN/Nascer do Sol sobre as obras numa propriedade de Luís Neves em Odemira, realizadas por um empreiteiro que antes tinha ganhado mais de dois milhões de euros em contratos para realizar obras na PJ, quando Luís Neves liderava aquela instituição.
A sondagem da Aximage avaliou 13 instituições, sendo que apenas seis conseguiram recolher mais opiniões positivas do que negativas no que diz respeito à confiança dos portugueses. As Forças Armadas são a instituição na qual os portugueses mais confiam, com um agregado de grau de confiança ‘muito grande’ ou ‘grande’ de 62%, pouco acima da PJ. Em terceiro lugar, surge a NATO, com 55% de avaliações positivas, pouco acima da PSP e da GNR (que recolhem 54% de confiança ‘grande’ ou ‘muito grande’).
No fundo da tabela da confiança dos portugueses está o Governo. Apenas 21% dos inquiridos têm uma confiança ‘grande’ ou ‘muito grande’ no executivo liderado por Luís Montenegro, contra 76% que dizem ter um grau de confiança ‘pequeno’ ou ‘muito pequeno’. Nos últimos lugares surgem também os sindicatos (com apenas 22% de confiança) e a Assembleia da República (que recolhe 26% de confiança).
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.