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Monday, October 5, 2026

Cleitinho (Republicanos) é eleito governador de MG no 1º turno

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Cleitinho, eleito governador de Minas, durante discurso no Senado
Cleitinho, eleito governador de Minas, durante discurso no Senado Imagem: Julio Dutra/Divulgação/Republicanos

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) vai governar Minas Gerais a partir de 2027. Ele derrotou no primeiro turno outros dez candidatos, entre eles o atual governador Mateus Simões (PSD) e o deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato do presidente Lula que cresceu nas pesquisas nos últimos dias antes da eleição.

Cleitinho, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro já no início da corrida eleitoral, reuniu apoiadores de todos os lados do espectro político.

Apesar do posicionamento mais alinhado à direita, o senador defende algumas pautas associadas à esquerda, como o fim da escala 6x1. Oficialmente, tem dito que quer dialogar com qualquer que seja o presidente eleito. Sua chapa tem o apoio do Podemos e faz parte da coligação "Minas é do Povo".

Ao longo da campanha, o senador angariou adesões informais até de concorrentes e políticos do PL ao PT, que tinham seus nomes próprios na disputa pelo governo.

A sigla de Flávio Bolsonaro lançou o estreante Flávio Roscoe na disputa, enquanto o PT de Lula apostou no deputado federal Patrus Ananias. Desconhecido, Roscoe, ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), não avançou. Patrus chegou a crescer no final da campanha, mas não o suficiente para chegar ao segundo turno.

A candidatura do atual governador Mateus Simões (PSD), sucessor de Romeu Zema (Novo) no estado, também não decolou.

Cleitinho venceu ainda o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), e o ex-presidente da Câmara Municipal de BH Gabriel Azevedo (MDB).

Uma das estratégias de sua campanha foi evitar debates e confronto direto com os adversários, direcionando a busca por votos nas ruas e nas redes sociais.

Nos 50 dias de campanha, Cleitinho concentrou suas agendas no interior, boa parte delas no entorno de Divinópolis, seu reduto eleitoral.

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Como estratégia de campanha, afirma que abriu mão de R$ 17 milhões do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário "para mostrar que dá para fazer uma campanha limpa, honesta e sem gastar dinheiro público". Dizia que faria a campanha mais barata da história de Minas Gerais.

Esta é uma bandeira que carrega desde que era vereador em Divinópolis, quando defendia que os políticos deviam dar o exemplo e recusar verbas públicas de campanha, destinando os valores para investimentos na população.

A renúncia aos valores foi oficializada por Cleitinho em carta que enviou à direção do Republicanos. Nas campanhas de 2022 ao Senado e de 2018 à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ele também não utilizou os fundos, financiando sua campanha exclusivamente por meio de doações de pessoas físicas.

Vaivém

A candidatura de Cleitinho foi registrada na véspera do término do prazo da Justiça Eleitoral. Foram meses de indefinição e de impasses com o Republicanos. Em seu primeiro mandato como senador, ele tem mais quatro anos no parlamento.

Cleitinho chegou a gravar um vídeo ao lado do presidente do partido, o deputado federal Marcos Pereira (SP), pedindo desculpas por não se candidatar e alegando luto pelo irmão caçula, Matheus, que faleceu em julho por leucemia. Mas, recuou no dia seguinte.

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Foram dias de negociação e vaivém até a candidatura ser registrada oficialmente. O senador exigiu como vice Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), com quem havia firmado parceria meses antes.

O verdureiro "outsider"

Natural de Divinópolis, no centro-oeste de MG, Cleitinho tem 44 anos, é casado e pai de dois filhos. Estudou até o ensino fundamental, trabalhava no sacolão da família e foi cantor em uma banda de pagode antes de entrar para a política.

Foi eleito pela primeira vez em 2016, como vereador, pelo PPS (atual Cidadania), mesmo partido que o elegeu deputado estadual em 2018. Em 2022, foi eleito senador com 4,2 milhões de votos pelo PSC (atual Podemos), mas migrou para o Republicanos antes de assumir o mandato em 2023.

Com 11 milhões de seguidores nas redes sociais, Cleitinho ele se coloca como "outsider", um verdureiro que entrou para a política sem deixar de ser do povo. Seus vídeos indignados e com críticas aos privilégios e mordomias dos políticos viralizaram.

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