Ponte estabelece novo recorde negativo com maior número de derrotas na história da Série B

A derrota por 2 a 0 para o Criciúma, na noite da última sexta-feira, em Santa Catarina, resultou em um novo recorde negativo para a Ponte Preta na Série B do Brasileiro, passando a ser o time que mais perdeu na história da divisão na era dos pontos corridos, desde 2006. São 27 derrotas em 36 rodadas até aqui, deixando para trás as 26 do Vila Nova em 2014.
Já rebaixada e na lanterna isolada, a Ponte ainda corre o risco de amargar outras duas marcas que ninguém gostaria de ter: a de pior campanha e de defesa menos vazada da história da Série B.
Criciúma x Ponte Preta; Série B 2026 — Foto: Celso Luz
Veja os clubes com mais derrotas em cada edição
- 2026 - Ponte Preta (27 derrotas - por enquanto)
- 2025 - Paysandu (20 derrotas)
- 2024 - Ituano (23 derrotas)
- 2023 - Londrina (21 derrotas)
- 2022 - Náutico (24 derrotas)
- 2021 - Brasil de Pelotas (23 derrotas)
- 2020 - Oeste (23 derrotas)
- 2019 - Londrina (21 derrotas)
- 2018 - Boa Esporte (22 derrotas)
- 2017- ABC e Náutico (22 derrotas)
- 2016 - Bragantino (22 derrotas)
- 2015 - Mogi Mirim (23 derrotas)
- 2014 - Vila Nova (26 derrotas)
- 2013 - ASA (25 derrotas)
- 2012 - Ipatinga (23 derrotas)
- 2011 - Salgueiro e Duque de Caxias (25 derrotas)
- 2010 - Ipatinga e América-RN (19 derrotas)
- 2009 - Campinense e ABC (23 derrotas)
- 2008 - CRB (24 derrotas)
- 2007 - Remo (22 derrotas)
- 2006 - Gama, Remo, CRB, Paysandu e Vila Nova (18 derrotas)
O levantamento considera as edições da Série B a partir de 2006, quando a competição passou a ser disputada no formato de pontos corridos, com 20 clubes e 38 rodadas.
Jejum histórico, pior campanha e defesa mais vazada
O recorde de derrotas não é o primeiro da lista de marcas negativas estabelecidas pela Macaca em 2026. Durante a campanha, o time também chegou a 22 partidas consecutivas sem vencer, o maior jejum da história da Série B no atual formato. A sequência foi encerrada em setembro, com a vitória por 1 a 0 sobre o CRB, no Moisés Lucarelli.
Ponte Preta x CRB — Foto: Anderson Romão - CRB
Outro risco é terminar a competição com a pior campanha em pontuação. Atualmente, a marca pertence ao Duque de Caxias, que somou apenas 17 pontos em 2011. Com 15 pontos conquistados em 36 rodadas, a Ponte precisa de pelo menos uma vitória nos dois compromissos restantes para superar o desempenho da equipe carioca.
A defesa também preocupa. A Macaca já sofreu 78 gols na Série B e está próxima de alcançar outro recorde negativo. O maior número de gols sofridos em uma única edição dos pontos corridos pertence justamente ao Duque de Caxias, que levou 84 gols em 2011. Na sequência do ranking aparecem Campinense, com 79 gols sofridos em 2009, e ASA, com 75 em 2013.
Gol do Criciúma contra a Ponte - Série B — Foto: Celso da Luz/ Assessoria de imprensa Criciúma E.C.
Uma temporada marcada por crises dentro e fora de campo
A campanha desastrosa da Ponte Preta não pode ser separada dos problemas enfrentados fora de campo pelo clube ao longo de 2026, com atrasos salariais recorrentes desde a temporada passada.
Em agosto, por exemplo, quando paralisaram as atividades por uma semana, os jogadores divulgaram uma carta relatando que alguns não recebiam há quase meses. A greve obrigou o clube a recorrer às categorias de base para montar a equipe que enfrentou o América-MG, evitando um W.O. na Série B.
Ponte teve que usar meninos da base para evitar W.O — Foto: Marcos Ribolli
A situação também provocou uma debandada no elenco, com quase 20 saídas ao longo da competição. Para conseguir regularizar novos jogadores e repor as baixas, a Ponte precisou da ajuda dos investidores do Boavista-RJ, que auxiliaram na resolução de transfer bans e cederam atletas por empréstimo.
A criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também esteve em pauta, mas os associados, em uma mobilização de um grupo de oposição, rejeitou a mudança. O resultado aumentou as incertezas sobre o futuro financeiro e administrativo do clube.

Ex-jogadores da Ponte Preta pedem intervenção no clube
Dentro das quatro linhas, a consequência foi uma equipe que passou boa parte da competição na lanterna, acumulou resultados negativos e acabou tendo o rebaixamento sacramentado para a Série C com sete rodadas de antecedência, igualando o recorde de queda mais precoce da história da competição, também com o Duque de Caxias de 2011.
Agora, restam apenas duas partidas para a Macaca encerrar sua participação na Série B. O time enfrenta o Goiás, fora de casa, e depois recebe o Operário-PR, no Moisés Lucarelli.
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