FMI eleva previsão de crescimento para 2026 mas alerta para cenário 'dividido'
A região, em linhas gerais, perde mais com o impacto do aumento do preço do petróleo do que ganha com a expansão da IA.
"Duas forças atuam sobre a economia: por um lado, o aumento dos preços da energia, que provoca choques de oferta negativos e reforça a inflação; por outro, os investimentos, principalmente em Inteligência Artificial, que geram um choque de demanda", afirmou a nova economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro.
"A economia mundial tem sido resiliente, mas esta resiliência está chegando ao seu limite", advertiu em entrevista coletiva, durante a assembleia geral do Fundo em Bangcoc.
Os investimentos colossais em IA impulsionaram o crescimento de vários países, em particular aqueles que produzem semicondutores, como Taiwan, com um crescimento econômico estratosférico de 10,7% previsto para este ano.
Os Estados Unidos crescerão 2,3%, uma previsão sem mudanças em relação a julho, enquanto a China crescerá 4,5% (-0,1).
Embora ainda permaneça concentrada em algumas regiões, a aceleração da IA "é o que permite à economia mundial manter um crescimento de 3%", afirmou na segunda-feira a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva.
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