"Abstenção não adjetivada". PS garante "consenso total"

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A uma semana do debate do Orçamento do Estado, a posição do Partido Socialista está na mesma.
A Comissão Política Nacional do Partido Socialista mostrou hoje um grande consenso em torno da posição proposta pelo secretário-geral do partido, de transmitir ao grupo parlamentar o entendimento dos órgãos de que o sentido de voto do Partido Socialista no Orçamento Estado para 2027 deve ser um voto abstentivo.
Anúncio feito pelo porta-voz do PS, André Moscaldas, depois de uma reunião da Comissão Política Nacional, que trouxe unanimidade no rumo que está a ser seguido.
O sentimento global que resulta do conjunto das intervenções é de um consenso total em torno do sentido de voto que o partido vai ter no Parlamento.
A abstenção, reitera Moscaldas, não mostra concordância com as políticas do governo. Acontece em nome de algo maior.
Temos a certeza que as portuguesas e os portugueses compreendem. Nenhum ou muito poucos portugueses entenderiam ser chamados a eleições, mais uma vez, a meio ou a menos de meio de uma legislatura.
O que não quer dizer que mais lá pra frente, a postura não possa mudar.
Se o governo conseguir dar respostas aos problemas dos portugueses e criar condições para que se mantenha a possibilidade de o Partido Socialista convergir na viabilização dos orçamentos, muito bem. Isso pode não acontecer até o fim da legislatura e o Partido Socialista reserva-se, obviamente, a possibilidade de fazer essa avaliação a cada momento.
Noutros tempos, a abstenção do PS foi violenta, foi também exigente. E agora?
É uma abstenção não adjetivada.
Sem adjetivos, mas com unanimidade, o PS não garante a mesma postura na especialidade
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