'Tudo é política': pesquisadora analisa o papel dos influenciadores na campanha eleitoral brasileira
Para ela, a extrema direita também busca abandonar esse rótulo e se apresentar como uma simples "direita liberal". "Há uma estratégia para suavizar a imagem e reduzir a rejeição associada à extrema direita", afirma.
Nina também observa uma aproximação com elementos da cultura popular antes criticados pelos setores conservadores. "Eu vi alguns deputados usando o funk, que Jair Bolsonaro criticava", aponta. Essa estratégia, diz ela, busca se aproximar de setores do eleitorado popular, inclusive de pessoas tradicionalmente identificadas com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Influenciadores ganham protagonismo
Na avaliação da pesquisadora, os influenciadores digitais se tornaram atores relevantes na disputa política por ocuparem diariamente o espaço informativo e de entretenimento consumido por milhões de brasileiros.
"Eles não são 100% responsáveis pela campanha, mas, na minha opinião, desempenham uma parte muito importante, ao mostrar ao povo que deve votar e também dando esclarecimentos sobre o que está acontecendo", afirma Nina. Ela ressalta que muitos desses influenciadores reúnem audiências de "10 milhões, 20 milhões, 30 milhões de seguidores" e fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiros.
Segundo a pesquisadora, muitos influenciadores famosos, que no primeiro turno não haviam deixado claro seu posicionamento político, passaram a assumir publicamente suas preferências durante a campanha do segundo turno.
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