Dia 1 do pós-Ronaldo na Seleção. JJ anuncia convocados

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Começa agora mais um Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador tem hoje edição do Carlos Pedro. Carlos, muito bom dia.
Bom dia, Miguel.
Boa sexta-feira.
Boa sexta-feira.
Jorge Jesus anuncia hoje a convocatória da Seleção Nacional para os últimos jogos da fase de grupos da Liga das Nações, sem Cristiano Ronaldo entre as escolhas. O capitão anunciou ontem o fim da carreira internacional.
E por isso, Miguel, vamos recordar nesta edição do Vamos à Bola a carreira de Cristiano pela Seleção Portuguesa de Futebol, da estreia em Chaves em 2003 até ao último gol pela seleção no Mundial 2026. Ronaldo tinha um sonho: ganhar o primeiro título internacional por Portugal. E madeirense conseguiu não um, não dois, mas sim três troféus.
Tudo começou há 23 anos. Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, de 18 anos, era já jogador do Manchester United e tinha um futuro pela frente. Foi Luís Felipe Scolari quem abriu as portas da seleção a Ronaldo e este estreia-se a marcar de quinas ao peito e logo no Campeonato da Europa contra a Grécia. Cristiano terminou a prova a chorar, numa imagem que ficará para sempre na memória de milhões de portugueses.
"Tears for Ronaldo. But you've got to hand it to Greece. Portugal beaten by them. Second place."
Dois anos depois, Ronaldo fazia a estreia no maior palco do futebol mundial, o Campeonato do Mundo. Em 2006, em Frankfurt, o primeiro gol em Mundiais chegava diante do Irã.
"21-year-old Cristiano Ronaldo waits for referee Pula's whistle, composes himself and scores. And the boy from Madeira."
Com Ronaldo no plantel, a Seleção Nacional conseguiu o segundo melhor resultado sempre em Mundiais, o quarto lugar. Seguiu-se o Euro 2008 e o Mundial 2010, duas competições em que Portugal ficou aquém das expectativas. Cristiano, já Bola de Ouro, marcou um gol em cada prova. Portugal regressaria às meias-finais de uma grande competição no Euro 2012 e aí Ronaldo voltou a levar um país inteiro à loucura.
Já está Ronaldo, marca, por favor. Marca, marca, marca. Obrigado, obrigado, obrigado. Ele deu alegria a milhões de portugueses.
Visto CR7 contra a seleção dos Países Baixos, a seleção cairia depois nas grandes penalidades diante da Espanha. Uma das melhores exibições de Cristiano pela seleção valeu a qualificação no playoff para o Mundial 2014. Contra a Suécia, Ronaldo fez não um, não dois, mas três gols.
Ronaldo isolado. Vamos, leva-te à Brasil, Ronaldo! Bate, golo! É golo! Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica. Ronaldo!
E lá fomos nós ao Brasil. Não correu bem e para isso muito contribuiu a lesão de Cristiano Ronaldo. A resiliência colheu frutos em 2016, quando a equipa das quinas, orientada por Fernando Santos, conquistou a primeira grande competição da história do futebol português. Ronaldo contribuiu com três gols em sete jogos, mas foi do banco na grande final que assistiu ao gol de Éder e à conquista histórica da seleção portuguesa. Acabou o jogo como uma espécie de adjunto de Fernando Santos e no final não escondeu a emoção.
Estou muito feliz. É dos momentos mais felizes da minha carreira. Sempre disse que gostava de ganhar algo por Portugal, para entrar na história e consegui.
A felicidade de Cristiano Ronaldo, que finalmente conquistava algo para a seleção, não ficaria por aqui, como nos comprova a história. O Mundial 2018 traz outro momento histórico.
É um livre perigoso. Derraia nos pontos. Cristiano, ele vai, ele vai, ele vai, ele vai, ele vai, ele vai! É gol! Obrigado!
Hat-trick contra a Espanha a abrir o Mundial. Portugal cairia nas oitavas de final perante o Uruguai. Em 2019, no Dragão, o hat-trick contra a Suíça levava Portugal a mais uma final, entretanto ganha contra os Países Baixos. No Mundial 2022 começaram a surgir em força as questões sobre Cristiano, deva ou não ser titular na seleção. Chega Roberto Martínez, não abdica de Cristiano, titular em 2024 e mais recentemente no Mundial deste ano, os últimos anos de Ronaldo ficam marcados pela conquista da Liga das Nações em 2025. Cristiano Ronaldo abandonou o estágio da seleção em Copenhague, no final do mês de setembro, em desacordo com o selecionador Jorge Jesus. Para a história, fica um legado extraordinário. Há uma seleção antes e depois de Cristiano Ronaldo.
Estou arrepiado, Carlos. Queria só dizer isto.
Exatamente. Um obrigado a Cristiano Ronaldo. Martim Madeira a revisitar alguns dos melhores momentos da carreira internacional do português ao som de "Amor a Portugal", de Dulce Pontes, precisamente a música escolhida por CR7 para o vídeo de despedida divulgado ontem nas redes sociais de Cristiano. A este anúncio seguiu-se uma onda de despedidas ao redor do planeta. Diversas figuras do futebol, da política e da sociedade deixaram mensagens de carinho a Cristiano Ronaldo. O tema é destaque em praticamente todos os jornais portugueses nesta manhã de sexta-feira. Foi uma carreira, também com a camisola da Seleção Nacional, marcada por diversos recordes. Dos gols às presenças em Mundiais, Cristiano nunca deixou de tentar superar os limites, também por Portugal. Miguel Pina Andrade.
No Euro 2004, em Portugal, Cristiano Ronaldo era já um talento emergente no Manchester United e na estreia em grandes competições, o então camisola 17 marca dois gols. Dez anos depois, em 2014, o Campeonato do Mundo no Brasil fica registrado na carreira como a pior participação de sempre em fases finais, com Portugal a ficar pela fase de grupos num torneio em que o avançado jogou lesionado. Mas dois anos depois, tudo foi diferente. Na campanha em França, no Europeu, Ronaldo fez três gols, igual ao melhor registro em fases finais, e a Seleção Nacional festeja o primeiro e único grande título da história até hoje. No Mundial da Rússia, em 2018, Ronaldo chega pela primeira vez aos quatro gols numa grande competição e no Euro 2020, CR7 fez ainda melhor: marcou cinco vezes. Naquela que era apontada como a última grande competição mundial de 2022, o avançado marca apenas uma vez e dois anos depois, o Euro 2024 foi de pesadelo para Cristiano Ronaldo, que fica zero em solo germânico. Na última competição com a camisola das quinas, no Mundial deste ano, CR7 festeja por três vezes e bate vários recordes. O português acaba a carreira internacional como o único jogador da história do futebol a festejar um gol ou mais em seis campeonatos do mundo. É o melhor marcador de sempre das fases de qualificação, com 41, e ultrapassou o recorde de Eusébio, nove gols, que durava desde 1966, como o melhor marcador de Portugal numa fase final da prova, chegando aos 11 tentos. A marca de CR7 em Europeus é ainda maior e o madeirense despede-se do futebol de seleções com os recordes de mais gols, 14, mais jogos, 30, e mais presenças, seis, em fases finais. Cristiano Ronaldo fez 146 gols em 184 jogos ao serviço de Portugal.
Vai jogar em momento. Olha Portugal! Ronaldo! Ronaldo no momento! O estádio vai cantar. Viva Cristiano Ronaldo!
E foi a última vez que em território nacional Cristiano Ronaldo marcou um gol com a camisola das quinas. Foi no duelo contra a Hungria a 14 de outubro de 2025. No ano passado, já lá vai mais de um ano, o último gol do Ronaldo pela Seleção foi contra a Croácia no Mundial deste ano, já com 41 anos de idade, num percurso, Miguel, que começou com 18 anos.
E como dizíamos, hoje é dia de convocatória da Seleção Nacional. Jorge Jesus não conta com Cristiano Ronaldo, mas revelou ontem que contava com o capitão para esta convocatória.
Jorge Jesus recordou uma conversa que teve com CR7 ainda antes da primeira convocatória. O técnico da equipe nacional diz que respeita a decisão, mas lamenta que seja o fim do Ronaldo na equipe das Quinas.
Nós já tivemos a oportunidade de falar antes da primeira convocatória sobre isto. Eu pedi a ele para continuar comigo, porque precisava que ele estivesse ao pé de mim, mas tenho que aceitar a decisão dele. Mas ele vai sempre estar no coração dos portugueses, na seleção e não há volta a dar, porque ele será sempre uma referência do futebol português.
De resto, esta convocatória não deve ser marcada por grandes novidades. Há ainda assim nomes a ter em conta, até pela própria saída de Cristiano Ronaldo. Gustavo Varela, por exemplo, do Monza, o melhor marcador da Liga Italiana, é um dos apontados à chamada. Também Carlos Forbes, extremo do Club Brugge, está a ter início de época positivo e pode ser chamado por Jorge Jesus. A convocatória é divulgada ao meio-dia. O momento é para ser acompanhado aqui na Rádio Observador.
Temos tempo ainda para recordar os jogos de ontem da Liga Europa nesta edição do "Vamos à Bola". O Benfica mantém o registro 100% vitorioso. Venceu o Lech Poznan por 3x1 no Estádio da Luz.
A partida ainda chegou a assustar o Estádio da Luz no final, mas os encarnados dominaram os 90 minutos. Rafa, Prestianni e Sudakov marcaram os gols e uma vitória que deixa Marco Silva satisfeito.
Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipe, mais três pontos. Quatro jogos, quatro vitórias, jogando competições europeias. Primeira parte teve momentos bons da nossa equipe novamente, a forma como controlamos o jogo, como conseguimos jogar em meio campo ofensivo. E depois, em alguns momentos, o controle é tão grande que perdemos em alguns momentos, principalmente após ganharmos bola, a definição entre pensar que podemos atacar rápido o adversário ou ao momento ficarmos mais com bola e tornarmos a montar a nossa equipe em meio campo ofensivo. Falta-nos um pouco definir melhor estes momentos, mas a primeira parte, muito mais controlada nesse aspecto.
Marco Silva com a análise deste Benfica 3, Lech Poznan 1. As Águias são líderes da fase de liga da Liga Europa, a par de Ferencváros e Bournemouth, as únicas equipas com 12 pontos em 12 possíveis. Entretanto, o Torriense venceu o Ararat-Armenia por 3x2, com uma reviravolta épica já em tempo de compensação. É a primeira vitória em casa da equipe de Torres Vedras nas competições europeias. A equipe esteve reduzida a 10 durante 50 minutos, esteve a perder também até aos 90+3. Aos 90+3 empatou, aos 90+5 garantiu a vitória. Dar conta ainda do empate a zeros do Braga contra o Aarhus, na Dinamarca, a contar para a Conference League. Foi uma semana positiva para as equipes portuguesas na Europa. Quatro vitórias e um empate.
O "Vamos à Bola" de hoje teve edição do Carlos Pedro. O Jornal de Desporto da Rádio Observador regressa na próxima segunda-feira.
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