ESPNBuccaneers explode in third quarter in win over CowboysESPN DeportesGuardians remonta ante White Sox y lleva la Serie Divisional al definitivo Juego 5PunchGombe pays N10.32bn gratuity to 6,665 retireesThe Jerusalem PostMeta bans TikTok ads on its platforms in USDaily MaverickUS to livestream Army firing squad execution of Fort Hood shooter, Pentagon says한겨레‘노벨문학상’ 앤 카슨 도서 판매 184배 ‘껑충’…‘빨강의 자서전’ 1위Rolling StoneZac Brown Shares Dolly Parton’s Posthumous Video Message to Teachers: ‘Thank You for Your Passion’VarietyCole Sprouse Starrer ‘Vintage Violence’ to Close Singapore Film Festival as Closing Night ReturnsRMF24Nawet 8 tys. zł dla nauczyciela. Trzeba spełnić konkretne warunkiBusiness AMBusiness AM Sudoku’s 09-10-2026ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFThe Sydney Morning HeraldWas this the end of Ted Lasso? I really hope so
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, October 9, 2026

No novo cardápio do D.O.M, tradição é repensar ingredientes da diversidade do país

Translate

São Paulo Um tema diferente surge a cada ano nas mesas do D.O.M., restaurante com duas estrelas Michelin comandado por Alex Atala. Durante esse ciclo, se renova o menu-degustação da casa, que desde a última semana de setembro repensa tradições gastronômicas em seu cardápio.

O conceito é usado, dentro da essência do restaurante, para reimaginar a comida tendo como base a diversidade alimentar brasileira. Essa proposta dá novos e vibrantes contornos a técnicas e receitas clássicas apresentadas na sequência, que custa R$ 1.300 —mais R$ 850 com harmonização.

Novo menu-degustação menu tradição do restaurante D.O.M.
Lagosta com tapioca e caramelo de pimenta-baniwa do novo menu-degustação do D.O.M. - Nani Rodrigues/Divulgação

É o caso, por exemplo, do linguado à meunière, prato que instigou a escritora e apresentadora americana Julia Child (1912-2004) a se embrenhar pela cozinha francesa —e, mais tarde, revolucionar a maneira como seu país comia dentro de casa.

Publicidade

A receita original, feita com um peixe achatado, manteiga e limão, é delicada. Tem mais personalidade na versão do D.O.M, condimentada com limão-rosa e cumaru (semente amazônica perfumada que lembra a baunilha), recheada com ora-pro-nóbis e complementada com farinha-d’água —com flocos maiores, crocantes e ácidos, ela é diferente da convencional porque é fermentada.

Carregando...

Em momentos mais sutis e outros mais sonoros, o que o D.O.M faz é aprofundar sua própria tradição de repensar ingredientes brasileiros e dar um novo olhar a produtos cotidianos, que vemos muitas vezes como corriqueiros ou ordinários demais para estar em um menu-degustação estrelado.

Publicidade

Na primeira etapa, chega à mesa a moela de tainha, elemento que raramente tem apelo comercial. Do tamanho de uma moeda, firme e macia por dentro, é servida com molho de coco e caviar.

O maxixe, relacionado à cozinha do sertão no Nordeste e presente em pratos populares, também tem seus dias de glória. Assume o lugar do pepino em uma referência ao ajo blanco, sopa fria que é encontrada com facilidade na região sul da Espanha, em especial na Andaluzia.

Aqui, o caldo é feito com castanha-de-caju (no preparo original, amêndoas) e servido com azeite de ervas carbonizadas. Abre espaço para falar da pesquisa realizada pelo sommelier Luciano Freitas, que reforça o frescor da criação com um vinho branco à base sauvignon blanc da Casa Vinet vindo de Amparo, interior de São Paulo.

Versão de vaca atolada do novo menu-degustação do D.O.M., restaurante de Alex Atala
Versão de vaca atolada do novo menu-degustação do D.O.M., restaurante de Alex Atala - Nani Rodrigues/Divulgação

Um rótulo originário da ilha da Madeira acompanha a alface romana com requeijão de puba (massa da mandioca fermentada) e um argentino de Mendoza é servido com a lagosta com tapioca e caramelo de pimenta-baniwa.

O prato mais substancioso da noite é a vaca atolada, originalmente um ensopado de costela e mandioca —no restaurante, a receita não se esconde, só é arredondada por uma técnica que não a faz pesar, mesmo sendo a última etapa salgada do cardápio, entre oito listadas.

Publicidade

Uma forma emblemática de encerrar um menu que repensa tradições clássicas, colocando o Brasil no mapa. Marca da trajetória do chef Alex Atala, que compartilha experiências e seus conhecimentos sobre culinária brasileira em um curso na CasaFolha, plataforma da Folha que apresenta conteúdos em formato de "masterclasses" para assinantes, que podem ser acompanhados sob demanda.

O chef também estará presente, com o restaurante Dalva e Dito, no Folha Gourmet Festival, primeiro festival gastronômico do jornal na capital paulista, marcado para os dois primeiros finais de semana de novembro, nos dias 7, 8, 14 e 15, no parque Villa-Lobos, região oeste de São Paulo.

Ali, vai servir isca de pirarucu com maionese de pimenta-de-cheiro (R$ 35) —peixe amazônico que, em quase 40 anos de profissão, ajudou a tornar conhecido.

D.O.M.
R. Barão de Capanema, 549, Jardins, região oeste, tel.: (11) 3088-0761. Seg. a sex., das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sáb., das 19h às 23h. @d.o.m.restaurante

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.