ESPNLights, camera, Brunson: Knicks star to appear on 'Law & Order: SVU' episodeESPN DeportesOlympiacos saca triunfo de último minuto tras el ingreso de 'Hormiga'RTP DesportoManchester City assume liderança isolada da Premier LeagueThe Jerusalem PostIsraeli public broadcasting icon, journalist Prof. Gideon Kutz dies at age 78וואלהגבר כבן 50 נהרג לאחר שנפל מגובה של שלוש קומות בטמרהInquirer EntertainmentSarah Labahti, McCoy de Leon lead cast of Darryl Yap’s first horror film ‘VHS’Il Fatto Quotidiano“Questa sarà l’ultima Pontida per Salvini”. Il video racconto del raduno leghista tra deputati lancia coro e contestazioni (organizzate) contro i ribelliPremium TimesCPPE raises concern over foreign traders’ growing presence in Nigeria’s retail sectorالشرقGmail يختبر ميزة لنسخ رموز التحقق مباشرة دون فتح الرسائلVilaWebL’extrema dreta guanya de nou unes eleccions regionals a Alemanya i la CDU es desploma, segons els sondatgesScreen RantThe Chronicles Of Narnia Is Officially Changing Main Characters In 2027 & It's The Best Possible DecisionColliderTaylor Sheridan’s ‘Yellowstone’ Franchise Officially Returns in 2 Weeks
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 20, 2026

Por que o Brasil sempre abre a Assembleia Geral da ONU? Entenda a tradição

Translate

RESUMO | Luiz Inácio Lula da Silva viaja no domingo a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, onde abrirá o Debate Geral na terça-feira, 22, e pretende pedir a Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras. O Brasil discursa primeiro por uma tradição iniciada em 1949 e consolidada em 1955. A posição amplia a projeção das prioridades diplomáticas do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que viaja no domingo a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ao anunciar a ida, disse que pretende conversar com o presidente americano, Donald Trump, para pedir que ele não interfira nas eleições brasileiras, e afirmou que o país pertence apenas ao seu povo.

Na terça-feira, 22, Lula será o primeiro chefe de Estado a discursar na edição de 2026, posição que o Brasil ocupa todos os anos no principal fórum diplomático do planeta. A origem desse privilégio está mais na tradição do que em qualquer regra escrita.

De acordo com "O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011", obra editada pela Fundação Alexandre de Gusmão nos 50 anos da ONU, o costume começou em 1949. Com a Guerra Fria em andamento, a ideia era impedir que Estados Unidos ou União Soviética tivessem a primazia de abrir os trabalhos.

Desde então, antes de fechar a lista de oradores, o secretário-geral envia uma nota à missão brasileira perguntando se o país quer manter a prática. A resposta sempre positiva preserva um hábito que a publicação considera uma distinção para o Brasil. Segundo o livro, isso fez a diplomacia brasileira encarar o discurso inaugural como algo de peso estratégico.

Enquanto a maioria das delegações se concentra em assuntos do momento, o Brasil passou a usar a abertura para análises mais amplas do cenário internacional. Nelas, apresenta sua visão de mundo e defende pautas estruturais, como o combate à fome, o desenvolvimento e a reforma das instituições multilaterais.

A partir de 1955, o Brasil passou a abrir o Debate Geral de forma regular, seguido pelo país-sede, os Estados Unidos. Esse arranjo deu estabilidade ao protocolo. Depois dos dois, a sequência segue critérios como o nível da autoridade presente, o equilíbrio geográfico e a ordem de inscrição.

As exceções são raras e costumam vir de atrasos ou ajustes de agenda. Em 1983 e 1984, os EUA falaram antes do Brasil. Em 2016, o segundo lugar ficou com o Chade, porque o presidente americano não chegou a tempo.

Mais do que uma curiosidade protocolar, falar primeiro dá ao Brasil uma vitrine singular. O país pode projetar sua política externa, expor suas prioridades e marcar posição em temas globais diante de chefes de Estado, diplomatas e da imprensa internacional.

Por que o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU?

O Brasil abre o Debate Geral da Assembleia Geral da ONU por uma tradição iniciada em 1949. Segundo o livro O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011, a escolha buscava evitar que Estados Unidos ou União Soviética abrissem os trabalhos durante a Guerra Fria.

Existe uma regra que obriga o Brasil a discursar primeiro na ONU?

Não existe uma regra escrita que garanta ao Brasil o primeiro discurso. Antes de fechar a lista de oradores, o secretário-geral consulta a missão brasileira, que sempre confirma o interesse em manter a tradição.

Quem discursa depois do Brasil na Assembleia Geral da ONU?

Os Estados Unidos, país-sede da ONU, costumam discursar depois do Brasil desde 1955. A ordem seguinte considera o nível da autoridade presente, o equilíbrio geográfico e a ordem de inscrição.

O Brasil sempre foi o primeiro país a discursar na Assembleia Geral?

As exceções são raras e costumam ocorrer por atrasos ou ajustes de agenda. Os Estados Unidos falaram antes do Brasil em 1983 e 1984, enquanto o Chade ocupou o segundo lugar em 2016 porque o presidente americano não chegou a tempo.

Quais temas o Brasil costuma abordar no discurso de abertura da ONU?

O Brasil costuma apresentar análises amplas do cenário internacional e defender temas como combate à fome, desenvolvimento e reforma das instituições multilaterais. Segundo "O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011", a diplomacia brasileira atribui peso estratégico ao discurso inaugural.

O que Lula pretende dizer a Donald Trump em Nova York?

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende pedir ao presidente Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras. Lula também declarou que o Brasil pertence apenas ao seu povo.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.