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Thursday, October 22, 2026

Peter Jackson compra ovo de 600 anos que pode ajudar 'ressuscitar' ave extinta

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O cineasta Peter Jackson, diretor da trilogia “O Senhor dos Anéis”, e a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences compraram um ovo de moa, ave que desapareceu da Nova Zelândia há cerca de 600 anos. O exemplar será devolvido ao país e entregue ao povo indígena Ngāi Tahu.

Com 22 centímetros de altura, o ovo foi colocado à venda em uma casa de leilões no Colorado, nos Estados Unidos, após permanecer durante seis décadas em uma coleção particular. Existem menos de 40 ovos completos de moa no mundo.

O exemplar precisa de restauração. Segundo especialistas, após esse trabalho, poderá figurar entre os cinco mais bem preservados já conhecidos. A expectativa dos pesquisadores é que seu estudo forneça informações sobre a linhagem e a reprodução dessas aves.

Projeto busca recriar o moa

Ovo de moa adquirido por Peter Jackson e pela Colossal Biosciences será devolvido à Nova Zelândia. (Redes sociais/Reprodução)

Peter Jackson e sua parceira Fran Walsh já destinaram US$ 15 milhões ao projeto da Colossal para tentar recriar o moa gigante. A empresa também mantém iniciativas relacionadas a outras espécies extintas, como o lobo-terrível e o tigre-da-tasmânia.

Na pesquisa com aves, a companhia desenvolveu sistemas de incubação e ovos artificiais produzidos por impressão 3D, já utilizados no desenvolvimento de galinhas. A equipe também sequenciou material genético a partir de ossos de moa da coleção de Jackson.

O ovo adquirido poderá contribuir para essa investigação. Os cientistas pretendem recorrer a exames de imagem que não danifiquem o exemplar e avaliar outros métodos de análise. Ainda não há confirmação de que será possível recuperar material genético útil para o projeto.

De acordo com Beth Shapiro, diretora científica da Colossal, as lideranças indígenas locais orientarão todos os testes realizados com o ovo.

Aves chegavam a 3,6 metros de altura

Antes da chegada dos polinésios à Nova Zelândia, por volta de 1300 d.C., a população de moas nas ilhas pode ter alcançado 2,5 milhões de indivíduos. Incapazes de voar, algumas dessas aves atingiam até 3,6 metros de altura.

A espécie desapareceu após a chegada dos caçadores. Ossos e ovos que não eclodiram estão entre os vestígios que permitem aos pesquisadores estudar sua biologia.

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