As notícias das 23h

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora o Jornal das 11 com Martim Madeira e começamos com a MEO, que foi alvo de ataque em massa.
Garante que, no entanto, não houve acesso a dados dos clientes. A MEO adiantou que foi alvo deste ataque, que causou constrangimentos nos serviços e garantiu que conseguiu controlar rapidamente a situação. Em comunicado enviado à Lusa, a MEO refere que este ataque provocou um congestionamento e degradação da rede internacional, mas que todas as medidas foram ativadas de imediato para mitigar e recuperar os serviços. Permitiu depois também controlar rapidamente a situação e restabelecer a estabilidade de todo o serviço. A MEO diz que mantém o compromisso com a segurança, a resiliência, a robustez e a qualidade das infraestruturas e serviços. E também o portal Down Detector, plataforma que fornece informações em tempo real sobre vários serviços, registou nas últimas horas vários relatos de avaria em serviços da MEO, Vodafone, NOS ou Digi, entre outros também, mas o mais crítico foi mesmo os serviços da MEO.
E o diretor nacional da Polícia Judiciária está sendo investigado pelo Ministério Público por abuso de poder e falsas declarações em tribunal no caso Rui Pinto.
A notícia é avançada pelo "Expresso", que cita a Procuradoria-Geral da República, o gabinete de Amadeu Guerra confirma esta instauração do inquérito, depois de uma denúncia que foi apresentada por um coordenador da PJ contra o atual diretor. Em causa está a alegada prática dos crimes de falsas declarações, por ter referido no julgamento de Rui Pinto que não foram feitas escutas na investigação. Também o crime de abuso de poder, que estará relacionado com o fato de Carlos Cabreiro ter ordenado uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público. Na análise, o redator do "Observador", Luiz Rosa, explica que esta notícia é um retrato de uma crise interna muito grave na Polícia Judiciária.
Este caso é mais um exemplo de como a Polícia Judiciária, neste momento, está a atravessar uma crise interna nunca vista. Esta notícia e este caso é um excelente exemplo disso mesmo, de como há uma guerra interna dentro da PJ e que está a ter repercussões públicas e obviamente que isso também coloca em causa o funcionamento da Polícia Judiciária. Portanto, acho que não só este caso, como outros casos, vão continuar a dar muito falar, porque a Polícia Judiciária precisa de paz para fazer o seu trabalho e neste momento essa paz não existe. Portanto, vamos ver, quando os matos se zangam, sabem-se as verdades, mas lá vem que mais verdades é que se vão descobrir no decorrer das próximas semanas.
Comentário do jornalista Luiz Rosa à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público ao atual diretor da Polícia Judiciária por abuso de poder e falsas declarações em tribunal.
Num dia em que também a presidente da IL afirmou que fica muitíssimo satisfeita por ver Passos Coelho vincar a necessidade de fazer reformas.
Mariana Leitão defende que Luís Montenegro tem a obrigação de ouvir os partidos, nomeadamente os liberais, questionada sobre a opinião de Pedro Passos Coelho, de que o governo está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais. A líder da IL vinca que estas são uma necessidade que o país tem e que nestas jornadas parlamentares os liberais estão focados nessas mesmas reformas. Vamos então escutar essas declarações de Mariana Leitão em Vila Nova de Famalicão.
Se nós não começarmos a fazer, não só a pensar a 10 anos ou a 20 anos, se andarmos sempre a correr atrás do prejuízo e a resolver o problema que nos aparece à frente, em vez de pensarmos em quais é que serão os desafios do futuro e prepararmos o país para isso, enquanto isso não se fizer, nós vamos só andar aqui a gerir o dia a dia sem conseguir resolver os problemas de fundo, os problemas estruturais. E não sou só eu que digo isto, a Comissão Europeia alerta todos os anos para a nossa incapacidade de resolver os problemas estruturais e por isso é que insistimos tanto e vamos continuar a insistir.
Em Famalicão, a líder da IL, Mariana Leitão, diz também que não quer especular sobre as palavras de Passos Coelho, diz que quer apenas focar-se na mensagem política que transmite.
O Partido Socialista continua sem descartar uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Educação.
Com o arranque do ano letivo, os socialistas acreditam que a ação de Fernando Alexandre continua insatisfatória desde a altura dos exames nacionais. O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, anunciou que o ministro da Educação chegou mesmo a dar satisfações ao PS sobre estes problemas. E numa primeira análise, o deputado socialista Porfírio Silva diz que estas satisfações do ministro foram insuficientes e propagandísticas.
Numa primeira, numa segunda, numa terceira leitura, as respostas são claramente insatisfatórias. São pouco mais do que as traduções de repetição propagandística que o senhor ministro tem feito publicamente. Eu acho que as comissões parlamentares de inquérito não devem ser para gerir escândalos, devem ser para apurar o funcionamento do Estado naquilo que são as suas próprias responsabilidades.
O deputado socialista Porfírio Silva à Rádio Observador sublinha a posição do PS, que pede um esclarecimento e não demissões. Já do lado dos sociais-democratas, o deputado Pedro Alves diz que uma comissão parlamentar de inquérito até faria sentido se fosse direcionada ao governo socialista que esteve antes deste atual executivo do PSD.
Se calhar, a primeira comissão parlamentar de inquérito que devíamos fazer era mesmo às políticas educativas do Partido Socialista e ao estado em que deixaram o país, nomeadamente, desde logo, alunos sem aula, sem conseguirmos identificar quantos eram, sem conseguirmos também ter professores motivados e alunos sem formação para poderem substituir os professores que estão em falta no sistema. Isso sim, é preocupante. Não há qualquer receio da nossa parte relativamente a qualquer tipo de comissão de inquérito. Não há razão, no nosso entender, para esse facto, mas sabemos que a oposição também vive de fazer este tipo de números.
Aqui o deputado do PSD, Pedro Alves, à Rádio Observador, diz que esta ameaça de uma comissão parlamentar de inquérito a Fernando Alexandre é apenas um número da oposição para dar a sensação de instabilidade política
E agora são seis minutos para as 11, que outras notícias marcam a atualidade, agora de âmbito local.
A Câmara do Porto está a trabalhar com as infraestruturas de Portugal, que gere a via de cintura interna, num protocolo de colaboração para passar a gerir estas redes de via. É o que avança à Lusa o presidente da autarquia. Pedro Duarte diz que vai desde coisas muito diversas, como os arranjos paisagísticos à limpeza dos terrenos da proximidade, e garante que a Câmara quer ficar responsável com a gerência deste local. Um banhista com cerca de 40 anos desapareceu na praia da Costa Nova, em Ílhavo. Estão a decorrer buscas para tentar encontrá-lo, é o que revela à Lusa o capitão do Porto de Aveiro, Paulo Faria. O presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal diz ter recebido com surpresa e espanto a possibilidade de recorrer à barragem de Castelo de Bode para abastecimento da margem sul. O Conselho de Almada, como sabemos, viveu recentemente uma crise no abastecimento. Em declarações à Lusa, Frederico Rosa explica que os municípios que compõem a comunidade têm já pensamento estruturado sobre a matéria. O Metro de Lisboa vai assinalar a Semana Europeia da Mobilidade entre 16 e 22 deste mês, com programa dedicado à mobilidade sustentável, que inclui, entre outras propostas, visitas guiadas às obras da linha circular. Este programa chama-se Mobilidade para Todos: Justiça entre Gerações e pretende promover uma mobilidade mais sustentável e integrada. O Castelo de Leria e o Aqueduto da Louceira estão entre as novas sete maravilhas de Portugal. Os patrimónios do distrito estavam em concurso para as categorias castelos e grandes obras. O município de Leria reagiu já nas redes sociais, destaca a mobilização gerada em torno da candidatura do monumento. Os eleitos do PSD e do Chega na Câmara de Santarém chumbaram uma proposta de recomendação da bancada socialista intitulada "Pela defesa da ciência, do rigor científico e da saúde pública", suscitada pela realização de um evento no Centro Nacional de Exposições do Movimento Acorda Portugal, que tem o mediático ativista antivacinas Gustavo Santos como fundador e presidente. O PS propôs que a autarquia manifestasse junto à administração do CNEMA a preocupação pela realização deste evento.
E assim fechamos o Jornal das 11, edição do jornalista Martim Madeira. Até já.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.