Nuvem de fumaça provocada por incêndios volta a cobrir a capital do Amazonas

O dia amanheceu assim em Manaus: desde a madrugada, a fumaça se espalhou.
"Está mesmo que acabando com a gente. Está difícil, está complicado”, diz a dona de casa Elielza Bentes.
O sistema que monitora a qualidade do ar apontou uma concentração de partículas duas vezes acima do limite considerado péssimo. Duas universidades, o Instituto Federal e três escolas estaduais suspenderam aulas nesta quinta-feira (8).
"A gente fica sem saber o que que faz. Porque dentro de casa a gente sente. Aí fica muito difícil. Tem que haver uma solução”, diz a aposentada Socorro Sampaio.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fumaça é consequência de incêndios em Manaus e na Região Metropolitana. Um deles é em um lixão particular e já dura mais de dois dias. A empresa responsável foi multada em mais de R$ 5 milhões. A companhia informou que vai apurar o que provocou o fogo.
Nuvem de fumaça provocada por incêndios volta a cobrir a capital do Amazonas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Nesta quinta-feira (8), um avião ajudou no combate aos focos. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 24 cidades estão em alerta pelos níveis elevados de fumaça. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que monitora as queimadas no país, o estado já registrou quase 650 focos de incêndio só nos primeiros dias de outubro.
O governo do Amazonas declarou que intensificou o combate aos incêndios. A Defesa Civil recomenda o uso de máscara nos períodos mais críticos, principalmente para os grupos mais vulneráveis.
"São idosos, crianças, gestantes, portadores de doenças cardiovasculares. E evitar exposição à luz solar nos períodos mais quentes do dia”, orienta o infectologista Noaldo Lucena.
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